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Ibovespa encosta em máximas, apesar de perda de força no exterior

Depois de ter o melhor começo de ano desde 2006, o mercado local de bolsa entrou em fevereiro estendendo ganhos. O Ibovespa chegou a perder força no fim do pregão, reflexo da performance das bolsas americanas, mas garantiu um fechamento positivo em dia de forte avanço da Petrobras.


Após ajustes, o Ibovespa subiu 0,69%, aos 85.495 pontos, depois de avançar mais uma vez ao patamar dos 86 mil pontos (86.028 pontos) na máxima do dia. O volume negociado, bastante forte, foi de R$ 10,3 bilhões. O último recorde da bolsa foi em 26 de janeiro, de 85.531 pontos ? somente 36 pontos acima do fechamento desta quinta-feira ().


A força do índice reflete, para operadores, a continuidade do ambiente mais propenso à tomada de risco no exterior, um movimento que beneficia emergentes como o Brasil. Além disso, em plena temporada de balanços do quarto trimestre de 2017, as perspectivas de que as empresas tenham novos ganhos continua reforçando a alocação em ações.


Petrobras


Hoje, a Petrobrasfoi a grande responsável por puxar o índice ao campo positivo. A PN da estatal, bastante líquida e com importante peso no índice, subiu 4,16%, a R$ 20,52, e voltou a ultrapassar giro de R$ 1 bilhão, ante R$ 725,6 milhões no pregão anterior. No mesmo sentido, as ONs tiveram ganho de 3,90%, a R$ 22,13.


"Estamos otimistas que Petrobras possa subir ainda mais, passada a região dos R$ 20 o papel. São ativos que vinham represados desde o ano passado, mas que passam por um momento bom e não têm motivo para parar [de avançar]", afirma Rafael Gonzalez, sócio da Platinum Investimentos.


Em Nova York, o avanço mais forte dos rendimentos dos Treasuries mais perto do fim do dia levou as bolsas por lá a reduzirem o passo, colaborando para que o mercado no Brasil também diminuísse a tração.


Bradesco


Mas o grande responsável por limitar o avanço no dia foi o Bradesco, que divulgou o balanço do quarto trimestre e mostrou um aumento da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) mais forte do que o esperado.


Em relatório de hoje, o BTG destacou que o balanço e as projeções do banco para o ano não animaram. Além disso, depois de altas de 22,73% da ON e de 20,44% da PN em janeiro, as ações foram retiradas pelo BTG da carteira das dez preferidas para fevereiro e substituídas por B3 (ex-BM&FBovespa).


No fechamento, Bradesco ON caiu 2,87%, a R$ 38,20, enquanto a PN cedeu 2,65%, a R$ 39,67. A ação preferencial do banco foi o segundo maior giro do Ibovespa no dia.

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