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Apuração indica vitória do 'sim' no Equador

Segundo resultados parciais divulgados às 20h15 (23h15 em Brasília, pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral) do Equador, o "sim" (na pergunta que pede o fim da reeleição) vinha saindo vitorioso em todas as questões do referendo realizado neste domingo, com cerca de 25% das mesas apuradas.


Quanto à questão mais polêmica desta votação, a que impede a reeleição sem limite, e que enterraria as chances do ex-presidente Rafael Correa de voltar a concorrer nas eleições de 2021, também vinha tendo grande aprovação, de 65,39% contra 34,61%.


Até então, as perguntas que vinham obtendo mais apoio eram as que definiam a proscrição da vida pública a políticos corruptos (74,5%), a que pedia a não prescrição de delitos sexuais contra menores (74,4%) e a que defendia a limitação do uso de terras para a mineração que afetem o ambiente (69,8%).


O CNE afirmou que votaram 10,5 milhões de pessoas (de um total de 13 milhões), e que não houve distúrbios nem incidentes reportados pelos observadores internacionais.


Dia de votação


O presidente Lenín Moreno votou pela manhã, e afirmou que a consulta popular tinha "importância transcedental" para o país, porque "não vamos mais deixar que os corruptos se burlem de nós, e vamos proteger nossas florestas, nossos recursos".


No fim da tarde, Moreno se reuniu no Palácio de Carondelet, sede da Presidência, com seus ministros, para acompanhar o resultado.


Já Rafael Correa não pôde votar, uma vez que havia transferido seu título de eleitor para a Bélgica, onde tencionava passar a residir. Assim, compareceu a um centro eleitoral em Guayaquil para justificar sua ausência.


Ainda assim, passou a tarde entusiasmando eleitores do "não" pelas redes sociais.


Numa de suas postagens, afirmou: "queridos companheiros, independentemente dos resultados de hoje", "Já vencemos. A traição e a campanha mais desigual da história contemporânea fez com que déssemos o melhor de nós. Obrigada aos milhares de voluntários".


Membros da oposição também mostraram entusiasmo pela votação e apoio a Moreno. Foi o caso de seu rival nas últimas eleições, Guillermo Lasso, que fez campanha pelo "sim". Após votar pela manhã, em Guayaquil, o ex-candidato afirmou: "Este é um dia para festejar de modo democrático. A partir de agora, Rafael Correa é parte do passado, e portanto todos os equatorianos devemos aplaudir com profunda emoção este dia em que damos um passo adiante em nossa democracia".

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