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Ibovespa opera perto da estabilidade; dólar ronda R$ 3,24

05/02/2018 14h49

A bolsa opera perto da estabilidade após passar a manhã e queda, seguindo a correção que prossegue em Nova York. As mínimas foram registradas na primeira hora de pregão. Mas a recuperação de algumas blue chips ajudou Ibovespa.


Às 13h45, o índice subia 0,08%, aos 84.113 pontos. Na mínima, o índice foi a 83.031 pontos.


Em Wall Street, Nasdaq cai 0,42%, S&P recua 0,66% e Dow Jones cede 0,76%.


O que está por trás desse forte ajuste das bolsas é a percepção de que, com o crescimento da economia americana acelerando o ritmo, o Fed poderá mexer mais vezes nos juros por lá. O mercado começa a incorporar a ideia de que pode haver quatro elevações de juro este ano, o que pressiona os juros futuros. O yield da T-note de 10 anos se aproxima dos 2,90%. O risco, na visão dos analistas, é de que alcance os 3%, o que não acontece desde 2013, alterando a dinâmica do fluxo global de recursos.


O fato de as bolsas globais terem renovado recordes sucessivamente durante janeiro também dá mais força a esse ajuste. Por ora, a leitura dos analistas é de que o movimento em curso parece mesmo apenas uma correção saudável e passageira, lembrando que o quadro de crescimento sincronizado segue sustentando o mercado de ações global. De todo modo, a continuidade desse movimento merece ser observada.


Vale ON, que começou o dia no terreno negativo, volta a subir, num dia em que o minério de ferro mostrou reação no exterior. Há pouco, a ação avançava 0,59%. O minério de ferro subia 1,8% para US$ 75,70 em Qingdao. A ação era, até o momento, a mais negociada, com giro de R$ 330 milhões.


As ações do Bradesco também haviam iniciado o dia com queda expressiva, alinhado ao movimento de ajuste que se via em toda a bolsa. Mas, durante a manhã, mudou de direção e, há instantes, subia 0,68%.


Já outras duas ações com grande influência sobre o índice - Petrobras PN, com giro de R$ 202 milhões e Itaú, com volume de R$ 194 milhões - seguem no terreno negativo. Enquanto Itaú recua 0,35%, Petrobras PN cai 1,55%.


O mercado acompanha a reunião que o presidente da empresa, Pedro Parente, tem hoje com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Parente informou que vai discutir o fim do mandato de conselheiros no MME e também a metodologia de reajuste da gasolina. A cessão onerosa será discutida em outra reunião, no dia 7, quarta-feira.


Dólar


O mercado de câmbio não encontra alívio nesta segunda-feira, mesmo com a melhora do sinal dos demais emergentes. O dólar opera em alta firme ante o real, estendendo a rápido avanço da sessão anterior. A moeda é negociada na casa de R$ 3,24, revertendo o "efeito Lula" que levou a cotação para menos de R$ 3,15 há uma semana.


As preocupações com o quadro externo, principalmente o ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos, servem de base para o avanço do dólar. A queda das ações globais evidencia o ambiente externo mais duro para os ativos de risco. No entanto, profissionais de mercado apontam que o movimento é acentuado pelas persistentes incertezas da cena política brasileira.


Os fatores negativos acabam se sobrepondo ao entusiasmo com a condenação do ex-presidente Lula, que abriria caminho para candidatos mais reformistas.


Excluindo o dia 24 de janeiro, quando ocorreu o julgamento de Lula, o dólar fechou em queda em apenas duas ocasiões durante um período de oito sessões. A conta inclui o pregão desta segunda-feira, no qual a moeda é negociada em R$ 3,24. Neste período, a alta acumulada é de 2,70%. Com a sequência de altas, o dólar reverte a queda de 2,47% no próprio dia da condenação de Lula. Além disso, a cotação se distancia da mínima recente, de R$ 3,12.


Na máxima, a divisa americana subiu hoje até R$ 3,2433, num avanço de 0,88%, aproximando-se do pico recente de R$ 3,2438 registrado no último dia 23, quando o mercado se prontificava, com operações mais defensivas, para o julgamento do ex-presidente Lula.


Às 13h45 o dólar subia 0,72%, para R$ 3,2382.


A moeda brasileira tem um dos piores desempenhos diário dentre as principais divisas globais na sessão desta segunda-feira. O mercado local, inclusive, se distancia dos principais emergentes, como o peso mexicano e a lira tuca, que conseguem ganhar terreno. Ao contrário do real, o WisdomTree Emerging Currency Strategy (CEW) - fundo de índice que mede os retornos de aplicações em moedas emergentes - opera em alta de 0,20%.


Do lado doméstico, o Congresso retorna aos trabalhos após recesso de virada de ano. O tema principal no discurso do governo é avançar com a reforma da Previdência. Embora a aprovação da medida esteja longe de ser o cenário básico dos investidores, os sinais de que enfrenta resistência no Congresso com o risco de ser novamente desidratada acentuam a piora do mercado local.


Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esta será uma semana decisiva para decidir se ocorrerão novas concessões. "O ideal é aprovar sem mais mudanças, mas estamos entrando sim numa semana em que começa a se decidir de forma mais objetiva sobre os diversos pontos, os de maior resistência", disse.


Juros


Às vésperas da decisão do Copom, os juros futuros de curto prazo destoam dos demais segmentos do mercado brasileiro. As taxas operam bem próximas da estabilidade, enquanto vencimentos mais longos - assim como o dólar e a Bolsa - são afetados negativamente pela pressão externa.


A resiliência é observada nos vencimentos até outubro de 2019. A taxa projetada pelo contrato de DI para janeiro do ano que vem opera a 6,820%, ante 6,830% no ajuste anterior.


ODI janeiro/2021 subia a 8,960% (8,920% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 avançava a 9,660% (9,600% no ajuste anterior).

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