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Reformas estruturais continuam essenciais para o Brasil, afirma Fitch

05/02/2018 19h12

A Fitch divulgou relatório nesta segunda-feira em que afirma que as reformas estruturais continuam essenciais para reduzir os desequilíbrios fiscais no Brasil, apesar da queda do déficit orçamentário. No ano passado, o resultado primário ficou melhor do que a expectativa do governo e o déficit nominal caiu para 7,8% do PIB, de quase 9% em 2016, destaca a agência.


"Nós reconhecemos o progresso em reduzir desequilíbrios macroeconômicos (incluindo o déficit em conta corrente e a queda na inflação) quando afirmamos o rating BB do Brasil em novembro. (...) Entretanto, grandes déficits fiscais e incertezas sobre as reformas, especialmente à da Previdência, continuam a pesar sobre o perfil de crédito soberano do Brasil, como refletido na perspectiva negativa", aponta o relatório.


A Fitch ressalta que o crescimento do Brasil deve ficar em 2,6% ao ano, em média, entre 2018 e 2019. Somado com a devolução de recursos do BNDES prevista em R$ 130 bilhões para este ano, isso deve desacelerar o ritmo de crescimento da dívida pública, mas ainda assim a agência de rating espera que o indicador continue crescendo no médio prazo, a menos que sejam feitas reformas que permitam uma consolidação fiscal mais rápida.


"Assegurar a sustentabilidade das finanças públicas ainda depende de reformas estruturais", afirma. Segundo a Fitch, o adiamento da votação da reforma da Previdência - que estava prevista para novembro do ano passado - mostra as incertezas sobre a aprovação do projeto. "A incerteza política é ampliada pelas eleições de outubro. Vários fatores continuam nebulosos, incluindo o possível papel do ex-presidente Lula após um tribunal manter no mês passado sua condenação por corrupção".


De acordo com a Fitch, se a reforma da Previdência não for aprovada antes da eleição, a pressão para implementar medidas para combater os desafios fiscais vai crescer, tornando as políticas econômicas do próximo governo ainda mais importantes.A agência diz que, mesmo com uma eventual reforma da previdência, ainda serão necessárias outras medidas para o governo conseguir cumprir o teto de gastos no médio prazo.

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