ipca
0,48 Set.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Abertura positiva de NY alivia pressão e dólar reduz alta

06/02/2018 14h43

O mercado brasileiro de câmbio encontra alívio na recuperação inicial das bolsas de Nova York. Depois de passar a manhã pressionado, o dólar reduziu alta e chegou a operar em queda. O comportamento do dólar nesta terça-feira volta a refletir o aumento da volatilidade do mercado externo, após o "crash relâmpago" que acometeu Wall Street na véspera.


A pressão lá de fora vai se configurando mais como uma correção na renda variável, como definem analistas, do que uma grande mudança da tendência positiva para os mercados. Por volta das 13h38, o dólar subia 0,40%, a R$ 3,2597. Um pouco antes, chegou a recuar até R$ 3,2417.


Logo no começo do dia, entretanto, a divisa americana estendeu a alta, se aproximando dos maiores níveis do ano. Na máxima, o dólar comercial avançou até R$ 3,2782, sendo este o nível intradia mais elevado desde a sessão de 2 de janeiro quando tocou R$ 3,2970.


"A princípio, é uma correção mais pontual que impacta numa realização de (lucros em) bolsas", diz o profissional de Tesouraria de um grande banco brasileiro, que não tem permissão para se identificar. "A moeda brasileira não perde tanto", acrescenta.


O gatilho do "sell-off" veio com aumento dos salários dos trabalhadores americanos, colocando em risco uma nova pressão inflacionária nos EUA que poderia levar a um aperto monetário mais duro. Para o câmbio, a piora do valor das ações globais tende a amparar ainda mais o dólar e pressionar o real. "Mas se for uma correção gradual, (no movimento nas moedas) tende a voltar um pouco e o dólar se enfraquece novamente", diz.


A vaivém do mercado global, entretanto, justifica uma postura mais cuidadosa dos agentes financeiros. Para o estrategista Vladimir Miklashevsky, do Danske Bank, o curto prazo exige mais cautela para o real, assim como as moedas dos emergentes em geral. No entanto, ele ainda recomenda compras pontuais da moeda brasileira de olho numa perspectiva positiva para o Brasil no longo prazo, amparada pela melhora de fundamentos econômicos, entre outros fatores,.


Juros


Os juros futuros recuam às mínimas do dia após a abertura positiva das bolsas de Nova York. A recuperação de Wall Street no dia seguinte ao seu "crash relâmpago" abre caminho para o alívio nas taxas, que até então operavam pressionadas na mesma linha que os demais ativos brasileiros.


A reversão do humor, pelo menos por ora, se evidencia nas taxas projetadas pelos contratos de DI com vencimento intermediário ou longo. O DI janeiro de 2021, por exemplo, cedeu até 8,900%, ante 8,940% no ajuste anterior. Mais cedo, quando operava na máxima, chegou a tocar um dos níveis mais altos do ano, de 9,020%.


Entre as taxas de vencimento mais curto, o DI janeiro/2019 tem leve alta a 6,830% (6,820% no ajuste anterior), tendo oscilado entre 6,850% e 6,815% ao longo da sessão.

Newsletters

Receba dicas para investir e fazer o seu dinheiro render.

Quero receber

Mais Economia