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AB InBev quer que cerveja sem álcool represente 20% do portfólio

01/03/2018 13h56

As cervejas sem álcool tem um potencial de crescimento importante para AB InBev nos próximos anos. Atualmente, esses produtos representam 8% do portfólio da AB InBev. A meta é atingir 20% em 2025, diz a empresa.


Segundo informou nesta quinta-feira (1º) Carlos Britto, presidente mundial da companhia, durante teleconferência de resultados do 4º trimestre, em cinco países esse percentual já está na faixa de 20% a 30%.


Ao longo de 2017, a companhia ampliou o portfólio com as marcas Corona Cero, no México, Budweiser Prohibition (no Canadá e no Reino Unido), Jupiler 0.8, na Bélgica e Castle Free na África do Sul.


Carnaval


O ano de 2018 começou mais fraco em torno de vendas no Brasil para AB InBev, por conta do Carnaval antecipado, do clima ameno desde meados de dezembro e da base de comparação mais alta dos primeiros três meses de 2017 ? quando a parte de bebidas cresceu cinco pontos percentuais acima do mercado.


O desempenho no país será um dos componentes que fará o desempenho da companhia ser mais suave no 1º semestre.


Segundo Britto, a performance mais fraca se somará aos esforços a serem feitos entre janeiro e junho por conta da Copa do Mundo. A fabricante de bebidas é umas das patrocinadoras do mundial na Rússia com a marca Budweiser.


Os dois fatos, no entanto, não deixam a companhia menos confiante em 2018. "Nos mantemos animados e comprometidos em entregar fortes crescimentos de receita e de Ebitda no ano", disse.


Crescimento


Com o primeiro ano completo de operação conjunto de SAB e AB InBev, o foco da companhia está em crescer com o que ela já tem no portfólio. Novas aquisições não estão no radar no momento, disse Britto. "Estamos focados em finalizar a integração, a combinação está longe de estar completa. O negócio é crescer o que tem. Não tem mais aquisições a fazer", disse o executivo.


Os mercados emergentes continuarão a apresentar um crescimento acima da média para a AB InBev, disse o executivo.


"Todos viemos de mercados emergentes", afirmou, ao se referir à alta cúpula da companhia, composta basicamente por brasileiros. "Sabemos que é complicado, com instabilidades, mas a promessa é de crescimento rápido", disse o executivo. De acordo com Britto, os mercados emergentes representam 70% do volume e 60% da receita da AB InBev.

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