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Balança comercial tem superávit recorde para fevereiro

(Atualizada às 18h17) A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 4,907 bilhões em fevereiro, informou nesta quinta-feira (1º de março) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Éo melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série em 1989.


O saldo é resultado de exportações no valor de US$ 17,315 bilhões (crescimento de 11,9% pela média diária) e de importações de US$ 12,408 bilhões (aumento de 13,7% também pela média diária).


No bimestre, o superávit comercial somou US$ 7,676 bilhões, valor 5,6% superior ao alcançado em igual período de 2017 (US$ 7,266 bilhões), valor também recorde para o período.No acumulado de 2018, as exportações apresentaram valor de US$ 34,283 bilhões. Já as importações somaram US$ 26,607 bilhões.


Em 12 meses, o saldo comercial acumula superávit de US$ 67,399 bilhões. As exportações acumuladas em 12 meses somaram US$ 221,645 bilhões e, as importações, US$ 154,246 bilhões.


Plataforma de petróleo


O diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, afirmou que os números de exportação da balança comercial foram principalmente influenciados por uma plataforma de petróleo de US$ 1,5 bilhão fabricada em um estaleiro no Brasil e exportada para os Países Baixos.


Isoladamente, o item foi o que gerou maior valor de exportação para o país e impulsionou o superávit comercial do mês. Mesmo sem a plataforma, no entanto, ainda haveria um superávit.


Brandão afirma que o Mdic prevê para este ano um superávit menor em relação ao ano passado, com crescimento da importação acima da exportação. O motivo é o aquecimento da atividade doméstica. "Com aumento da atividade, é natural uma maior demanda por bens importados", afirmou.


O Mdic mantém a previsão de um superávit em torno de US$ 50 bilhões em 2018. Trata-se de uma retração de 25% em relação ao ano passado, quando o superávit marcou um recorde de US$ 67 bilhões.


Outros destaques


As vendas de produtos manufaturados puxaram as exportações brasileiras no primeiro bimestre do ano.As exportações de manufaturados somaram US$ 14,180 bilhões nos dois primeiros meses do ano ante US$ 10,677 bilhões no mesmo período de 2017, um aumento de 32,9%.


Segundo Brandão, as exportações de bens manufaturados foram puxadas por, além da venda da plataforma de petróleo, máquinas de terraplanagem e automóveis.


Já a venda do país de produtos básicos teve um aumento de apenas 1,4% nos primeiros meses do ano (US$ 14,353 bilhões) ante mesmo período de 2017. Segundo Brandão, as exportações de básicos cresceram para todos os destinos exceto Ásia."A redução das exportações para a Ásia está atrelada ao desempenho dos produtos básicos", explicou."Esperamos embarques mais fortes nos meses próximos", afirmou odiretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Mdic.


No mês, cresceram as importações de todas as grandes categorias econômicas: bens de capital tiveram um aumento de 24,4%, bens de consumo, de 21,3%, bens intermediários, de 11,7%, e, combustíveis e lubrificantes, de 7,5%. Entre os produtos em destaques estão os veículos de carga, motores elétricos, lâmpadas de LED, automóveis de passageiros, produtos imunológicos, azeite de oliva, partes para aparelhos de radiodifusão, hidróxido de sódio e memórias digitais.



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