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Ibovespa busca recuperação, mas Nova York limita ganhos; dólar oscila

01/03/2018 14h02

A bolsa conseguiu retomar o terreno positivo nesta quinta-feira, mas sem muito brilho. Sem o suporte de Wall Street, que operou de forma hesitante até aqui, enquanto investidores acompanham o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, o Ibovespa não conseguiu permanecer acima dos 86 mil pontos. Às 13h55, subia 0,82%, aos 86.057 pontos.


Segundo Fabio Carvalho, chefe de equities da CM Capital Markets, ontem a bolsa contou com a pressão adicional do rebalanceamento das carteiras do MSCI. Como o valor de mercado das ações brasileiras subiu muito neste ano, aqueles que têm esse índice como benchmark precisaram vender posições para adequar a carteira respeitando o peso de Brasil. "Passado esse ajuste, o mercado tem um respiro", explica.


A maior alta do Ibovespa era Energias do Brasil (4,14%, para R$ 13,85). Hoje, o Goldman Sachs elevou a recomendação para compra e elevou o preço-alvo para R$ 17.


Na ponta negativa, a maior baixa é Ecorodovias (-6,07%). Segundo apuraram os jornalistas Fernanda Pires e Rodrigo Rocha, do Valor, a queda resulta das investigações da Lava-Jato que envolvem duas concessionárias do grupo: Ecovia Caminhos do Mar e Ecotaratas, ambas no Paraná. Elas teriam pago à empresa GTech Engenharia e Planejamento, já citada como uma das usadas pela Triunfo para supostamente pagar agentes públicos, conforme Operação Integração, nome da 48ª fase da Lava-Jato.


Entre as blue chips, tanto Petrobras quanto Vale operam no terreno negativo, limitando a recuperação da bolsa. Às 13h27, Petrobras PN caía 1,16% e Petrobras ON recuava 0,82%. Já Vale ON cedia 1,02%.


Dólar


O dólar inicia março volátil em meio a novas declarações do presidente do banco central americano sobre inflação e política monetária no país.


A repetição das avaliações positivas para a economia americana, dadas ainda nesta semana por Powell e corroborada por números divulgados mais cedo nesta quinta-feira, chegou a dar mais impulso ao dólar aqui e no mundo. Mas por volta de 12h30 o líder do Fed ponderou que os salários ainda podem subir sem causar inflação, que não há "prova evidente de uma alta decisiva dos salários" e que o mercado de trabalho pode continuar a melhorar sem necessariamente provocar inflação.


As declarações ajudaram a reduzir a demanda por dólares, diante das chances de que os juros nos Estados Unidos possam terminar o ano ainda mais altos do que o estimado.


Quanto maior o diferencial de juros a favor dos EUA, mais atrativo fica o dólar. Recentemente, indicadores de inflação na zona do euro decepcionaram ao caírem a mínimas desde 2016, o que acabou contribuindo para a recuperação do dólar vista nos últimos dias.


Às 13h57, a cotação da moeda americana reuava 0,03%, a R$ 3,2413. O dólar para abril tinha queda de 0,09%, a R$ 3,2545.


No exterior, um índice do dólar contra seis divisas subia a máximas não vistas em quase sete semanas.


No Brasil, investidores se debruçam sobre os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. Diferentemente de Estados Unidos e zona do euro, os números não costumam impactar diretamente as cotações diárias do câmbio. Mas a evolução de longo prazo da economia e, sobretudo, as expectativas para os próximos anos tendem a andar "juntas" com a taxa de câmbio.


Câmbio e diferencial de crescimento



Spread em pontos percentuais; índice de câmbio em pontos



Fonte: Banco Central, FMI.


Pesando sobre os números gerais do PIB, as exportações caíram 0,9% no quarto trimestre sobre o terceiro, enquanto as importações subiram 1,6% na mesma base de comparação. Os dados coincidem com o comportamento mais errático dos termos de troca, que desde o segundo trimestre do ano passado interromperam tendência mais clara de alta.



"O que mais vai determinar essa dinâmica é a demanda externa. O câmbio influencia, claro, mas é a procura por bens, num cenário de crescimento global mais firme, que mexe com as exportações e o restante das variáveis", diz Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.


Juros


Os juros futuros de longo prazo operam em leve alta no começo da tarde desta quinta-feira. O mercado de DI, assim como de títulos públicos, voltou a medir os efeitos das novas normas para aplicações em renda fixa.


O DI janeiro/2025 operava a 9,650%, ante 9,640% no ajuste anterior. A alta de 1 ponto-base também era observada no DI janeiro de 2029, para 10,040%.


O DI janeiro/2019 caia a 6,555% (6,575% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 cedia a 7,540% (7,550% no ajuste anterior).


O DI janeiro/2021 era negociado a 8,430% (8,450% no ajuste anterior).





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