ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Sinergia com SABMiller faz AB InBev ter melhor resultado em três anos

01/03/2018 09h35

A cervejaria belgo-brasileira AB InBev registrou um lucro líquido de US$ 3,3 bilhões no quarto trimestre de 2017, valor 7,6 vezes superior aos US$ 400 milhões registrados em igual período de 2016. Em 2017, o lucro líquido aumentou 6,44 vezes ante o ano anterior, atingindo US$ 7,996 bilhões.


Segundo a administração, a companhia ? que é controladora da brasileira Ambev ? está no caminho para conseguir integrar os negócios de forma bem-sucedida. "Entregamos o nosso melhor resultado em três anos. Nosso portfólio de marcas remodeladas está aumentando para cada ocasião para capturar o crescimento futuro", afirmou a diretoria, em documento enviado nesta quinta-feira (1º) ao mercado.


O resultado foi impulsionado por um crescimento de 21% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) para US$ 6,189 bilhões, reflexo das sinergias com a fusão com a SABMiller. No ano, o Ebitda registrou crescimento orgânico de 13,4%, para US$ 22,084 bilhões


A margem Ebitda da companhia subiu 5,4 pontos percentuais no trimestre, para 42,4%. No consolidado do ano, a margem chegou a 39,1% ante 36,4% verificada em 2016.


De outubro a dezembro, a receita líquida da maior cervejaria do mundo foi 8,2% maior, totalizando US$ 14,6 bilhões. Os volumes totais vendidos avançaram 1,6% para 145,97 milhões de hectolitros, sendo que em cerveja cresceram 2,3% e em bebidas não-alcoólicas houve queda de 3,6%.


No consolidado do ano, a receita líquida somou US$ 56,444 bilhões, alta de 5,1%. O volume total de bebidas teve ligeira alta de 0,2% no ano fiscal, a 612,572 milhões de hectolitros, com cerveja avançando 0,6% em volume e as bebidas não-alcoólicas caindo 3,1%.


O conselho de administração da AB InBev declarou um dividendo final de 3,6 euros, incluindo remuneração de 2 euros por ação e dividendo intermediário, anunciado em novembro do ano passado, de 1,6 euro por ação.


SABMiller


As sinergias obtidas pela cervejaria belgo-brasileira AB InBev decorrentes da combinação dos negócios com a SABMiller possibilitaram uma redução de custos de US$ 1,304 bilhão no ano passado.


Somente entre outubro e dezembro, as sinergias da fusão alcançaram US$ 381 milhões. "Agora entregamos US$ 2,13 bilhões das sinergias esperadas de US$ 3,2 bilhões em moeda corrente de agosto de 2016", informou a AB InBev.




No documento, a cervejaria afirmou que a combinação com a SAB excedeu as expectativas, pois foi incorporado o melhor das duas companhias, em talentos e melhores práticas. "As sinergias estão sendo entregues em ritmo rápido".


"As sinergias de receita, embora não quantificadas externamente, estão em andamento através do lançamento bem-sucedido de nossas marcas globais em novos territórios, entre outras atividades", afirmou a administração.


Brasil


A recuperação do desempenho no Brasil, com crescimento de 13,3% na receita durante o quarto trimestre de 2017, colaborou para os resultados mais fortes da belgo-brasileira. A controlada Ambev reportou volumes totais vendidos 2,9% maiores, sendo que em cerveja o crescimento atingiu 5,1% e, em refrigerantes, caiu 3,7%.


"Apesar das condições macroeconômicas desafiadoras, superamos a indústria, com volumes de cerveja em 0,7%. Forte receita por crescimento de hectolitros de 6,2% apoiou nossa receita, impulsionada pelo portfólio premium de cervejas", disse a administração, em documento enviado ao mercado.


O portfólio premium continuou com um crescimento de dois dígitos, de base ampla, este ano alimentado por nossas três marcas globais, especialmente a Budweiser. No trimestre, o Ebitda no Brasil cresceu 23,7%, com expansão da margem em Ebitda de 4,3 pontos percentuais, para 51,6%. No ano, o Ebitda subiu 1,7%, mas a margem recuou 1,6 pontos percentuais, a 43,1%.


Segundo a diretoria da AB InBev, a economia no país permanece volátil, e a companhia espera um primeiro trimestre difícil como resultado de um Carnaval com baixas temperaturas e alta precipitação. "No entanto, acreditamos que nosso negócio está em uma posição muito melhor hoje, com um portfólio saudável de marcas, incluindo nossas marcas premium".


A companhia afirmou ter planos para acelerar o crescimento do Ebitda, mesmo que persistam os ventos contrários da indústria.

Mais Economia