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'Até dia 7 de abril tomarei decisão', diz Meirelles sobre candidatura

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em visita a Belém, para participar do lançamento de um anuário sobre o Estado do Pará, destacou os efeitos positivos do crescimento econômico brasileiro no ano passado, mas se esquivou de responder sobre a possível candidatura à presidência da República. "Até o dia 7 do abril tomarei uma decisão e aí vamos ver se continuo no Ministério da Fazenda ou se saio para ser candidato", disse.


Confiante, Meirelles declarou que o Brasil atravessou a "pior crise da história" e destacou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1%, em 2017, foi positivo porque o Brasil saiu de um saldo negativo de 3,5%. "Em 1929, a queda foi de 5% do PIB, agora foi mais de 7%. O Brasil atravessou um período duríssimo. Vamos deixar o efeito da crise, o Brasil está crescendo. Saímos com projeção de crescimento para este ano de 3%", afirmou.


Para ele, os resultados da melhoria econômica são vistos no consumo das famílias brasileiras, com o aumento da venda de bens duráveis como geladeira, televisor e fogão. "Esta compra não se dá à vista, é a prazo. A família tem que ter emprego e confiança para pagar as prestações do que comprou. Isso mostra que as famílias estão acreditando no Brasil. Estão fazendo os investimentos necessários", apontou.


O ministro listou uma série de reformas que foram importantes, como mudanças fiscais, redução dos juros bancários e na produtividade. Dentre as principais ações pontuou o limite de gastos públicos, reformulação do Fies e extensão da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a redução da taxa de juros e a reforma trabalhista. Para este ano a perspectiva é de criação de 2,5 milhões de empregos em 2018, totalizando 93 milhões de empregados. Como próximo passo do governo citou a privatização da Eletrobrás.


O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, destacou a queda da inflação como melhoria da economia. "O movimento dos juros ainda está em curso. Ainda vai cair mais a taxa para o cidadão comum e para o empresário nos próximos meses", adiantou. Oliveira enfatizou que o grande desafio é o processo de ajuste das contas públicas para diminuir o déficit orçamentário da União.


Um dos pontos para diminuir os gastos seria a Reforma da Previdência. "Ela está adiada por um tempo, mas deverá voltar", declarou. "Déficit deste ano vai ser melhor do que está esperado com a contenção das despesas. Estamos falando de um déficit de mais de 2% do PIB. O nosso orçamento está muito errado mesmo. Estamos gastando 57% do orçamento com Previdência, e apenas 2% com investimento. Estamos gastando 50 vezes com o pagamento dos inativos da União, do que nós gastamos com investimentos em rodovias", comparou.

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