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Com IPCA de fevereiro à vista, juros futuros voltam a cair

A queda dos juros futuros prevaleceu na sessão desta sexta-feira (2). O comportamento das taxas vai de encontro com a percepção dos agentes financeiros de que há motivos para manter juros baixos nos Brasil, incluindo a chance crescente de nova queda da Selic.


As apostas mais positivas do mercado de DI enfrentaram, inclusive, o ambiente externo mais adverso para ativos de risco. Sinal dessa resiliência, o contrato mais negociado da sessão, o DI janeiro de 2020 recuava 8 pontos-base para 7,470% no fim da sessão regular. O DI para janeiro de 2019 caía para 6,515%, de 6,565% no ajuste anterior.


Em mais um sinal da melhora na percepção de risco, o prêmio acumulado em trechos curtos da curva de juros volta aos menores níveis em mais de quatro meses. A diferença entre o DI janeiro de 2020 e o DI janeiro de 2019 recua a 95,5 pontos-base, o que não era observado desde 25 de outubro.


A expectativa de inflação bem-comportada e os sinais de que a atividade ainda poderia se beneficiar de estímulos abrem espaço para reduzir o prêmio ainda elevado nesse trecho, na avaliação de profissionais de mercado.


"Os juros estão com vida própria", brinca um gestor, ao comparar o sinal das taxas com a queda das bolsas no exterior. "O mercado está reduzindo o prêmio, que ainda está alto para a leitura de que a Selic só sobe um pouco no que vem", acrescenta.


A visão mais favorável para juros baixos tende a ser testada pelos números do IPCA de fevereiro, que serão divulgados na sexta-feira (9). Para a equipe de pesquisa econômica do Bradesco, o indicador deve ter alta de 0,33%, com núcleos bem-comportados, indicado a ausência de pressões inflacionárias.


O UBS espera que, na base anual, os núcleos inflacionários devem ficar no intervalo de 3% a 4%. "A baixa inflação vem de uma capacidade ociosa ainda grande na economia e de um real estável", aponta o banco em relatório. "Embora o PIB esteja se recuperando, a atividade econômica encerrou 2017 quase 6% abaixo do nível de 2014", acrescenta o UBS que vê a Selic caindo para 6,5% em março.


A aposta de que o Copom tende a aplicar nova baixa de juros em sua próxima reunião subiu para cerca de 70% hoje, tendo girado perto de 50% nos últimos dias.


"O BC acertou ao deixar a porta aberta para novo movimento em março", diz um gestor, ao destacar a mensagem da ata do último encontro do comitê.


No fim da sessão regular, o Di janeiro/2023 caía a 9,200% (9,260% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 cedia a 9,610% (9,650% no ajuste anterior).

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