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Ibovespa retoma fôlego e sustenta os 85 mil pontos, mas cai na semana

02/03/2018 18h51

Com a melhora do exterior, o Ibovespa conseguiu voltar ao campo positivo e garantir a recuperação do patamar dos 85 mil pontos no fechamento desta sexta-feira (2), depois de ter recuado até os 83 mil pontos.As sucessivas correções da bolsa brasileira, no entanto, levaram o índice a fechar a semana no campo negativo.


O Ibovespa encerrou com alta de 0,45% hoje, aos 85.761 pontos, depois de ceder até a mínima no intradia em 83.897 pontos. O giro financeiro hoje foi de R$ 8,6 bilhões. Porém,na semana, o índice saiu do recorde, na segunda-feira (26), de 87.652 pontos para o nível dos 85 mil pontos agora ? uma baixa acumulada de 1,75%.



Operadores notam que, no pior momento do dia, a bolsa brasileira operou colada aos índices americanos, em um movimento de realização de lucros mais intenso.O mercado brasileiro, entretanto, ainda sustenta uma tendência positiva consolidada. O desempenho dos ativos de renda variável no Brasil guarda relação com a recuperação da economia e com as perspectivas de que o lucro das companhias continuará crescendo.


Para Marco Tulli Siqueira, gestor de operações da Coinvalores, o movimento positivo da bolsa ainda deve vir combinado com realização de lucros e a instabilidade do mercado pode levar o Ibovespa a oscilar na faixa entre 82 mil pontos e 90 mil pontos até as eleições ? próximo grande catalisador do mercado.


"Efeito aço"


O grande destaque no movimento do dia ficou por conta das siderúrgicas, com CSN (-5,05%) e Usiminas (-3,90%) na liderança das baixas do Ibovespa. A provável imposição de tarifas pelos Estados Unidos à importação de aço e alumínio tende a gerar volatilidade às ações no curto prazo, mas analistas afirmam que a medida, por si só, não determinará o comportamento dos preços. Para eles, a sobretaxa representa mais uma peça a ser considerada no contexto de cada empresa e uma justificativa para realização de lucro nesses papéis, depois das altas neste ano.


Do lado positivo, o ganho de força da Petrobras PN (+2,28%), maior giro do dia, é o que explica a melhora do Ibovespa na reta final do pregão. Na liderança das altas, a Fleury foi destaque (+4,36%), depois que investidores elevaram apostas de ganhos de rentabilidade da empresa, após a publicação do balanço da companhia.

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