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Ação da BRF cai mais de 11% com nova fase da Carne Fraca; Tarpon recua

05/03/2018 10h43

(Atualizada às 11h14) As ações da BRF recuam fortemente nesta manhã de segunda-feira, no dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou nova fase da Operação Carne Fraca. Os papéis da empresa tinham queda de 11,84% perto das 11h15, valendo R$ 27,19.


A ação batizada de Trapaça envolveu 91 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Houve a prisão do ex-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria. A gestora de recursos Tarpon também é alvo da operação.


Segundo a PF, as investigações mostraram que cinco laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e setores de análise de determinado grupo fraudavam os resultados dos exames de amostras do processo industrial. O objetivo era burlar a inspeção e, assim, impedir a fiscalização do ministério sobre a qualidade do processo industrial da empresa investigada.


Em função da investigação, houve mudança no horário da reunião do conselho de administração da BRF marcada para esta segunda. Nela, os conselheiros da BRF deverão discutir o pedido dos fundos de pensão Petros e Previ para marcar uma assembleia extraordinária de acionistas. As fundações querem que os acionistas da BRF votem a destituição do conselho de administração da BRF.Abilio e Tarpon têm atualmente, juntos, três dos dez assentos do conselho e controlam perto de 12% do capital da companhia.


Também em razão da operação da PF, as ações da Tarpon registravam forte baixa perto das 11h15, de 14,24%.

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