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Atividade de serviços no Brasil tem a maior alta em 5 anos, diz Markit

A atividade do setor de serviços no Brasil aumentou de forma sólida em fevereiro, ajudada por fluxos de entradas de negócios mais fortes, informa a IHS Markit em relatório desta segunda-feira. A recuperação no volume de produção foi a primeira em cinco meses e a mais acentuada desde janeiro de 2013.


O Índice de Atividade de Negócios (PMI) do setor de serviços subiu de 50,0 em janeiro para 52,7 em fevereiro, no dado sazonalmente ajustado, superando a marca de 50,0 pela primeira vez desde setembro de 2017.


"A recuperação acelerada na quantidade de novos trabalhos impulsionou a atividade do setor de serviços", afirma a IHS Markit, em relatório. "O crescimento nas entradas de pedidos foi sólido e o mais rápido desde janeiro de 2013."


Com o resultado, o Índice Consolidado de dados de Produção para o Brasil, sazonalmente ajustado, teve uma melhoria de 50,7 em janeiro para 53,1 em fevereiro, na maior variação positiva para o indicador em 61 meses."O crescimento do volume de produção do setor industrial se intensificou, com a taxa de expansão superando a observada para a atividade de serviços", observa a consultoria.


O fortalecimento da demanda básica foi a principal razão atribuída ao crescimento do volume de novos pedidos, e a oferta de novos serviços ajudou na expansão. Da mesma forma, os pedidos de fábrica aumentaram em ritmo mais rápido, o mais forte desde novembro passado.


"Os dados da pesquisa do PMI mostraram ganhos robustos de novos trabalhos em ambos os setores monitorados, mas empregos foram criados somente entre os produtores de mercadorias. No setor de serviços, a capacidade ociosa e as pressões de custos intensas dificultaram novamente a contratação", afirma Pollyanna De Lima, economista da IHS Markit, no relatório.


Para ela, a dinâmica de crescimento do país para o primeiro semestre de 2018 até agora parece encorajadora. "O fluxo contínuo de novos negócios deve garantir outros crescimentos da produção nos próximos meses, ao mesmo tempo em que a redução na Selic provavelmente impulsionará os investimentos internos e reduzirá as contas de empréstimos das empresas, contanto que os bancos propaguem essa redução para as suas taxas de empréstimos", conclui.

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