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Ibovespa oscila com NY e dólar tem maior queda em 3 semanas

06/03/2018 14h04

O Ibovespa passou toda a manhã no terreno positivo, mas reduziu os ganhos no começo da tarde, acompanhando a queda de Nova York. Embora o ambiente geral hoje seja mais favorável ao risco, por causa da resistência demonstrada pelo Congresso americano à intenção do governo de sobretaxar as importações de aço e alumínio, as bolsas de Wall Street voltaram a ceder, limitando os ganhos da bolsa brasileira.


Às 13h58, o Ibovespa subia 0,56% aos 86.500 pontos. Mais cedo, chegou a ser negociado a 86.931 pontos.


O setor de destaque foi o de siderurgia, justamente o que mais sofreu nas últimas sessões por causa do risco de a taxação da importação pelos Estados Unidos deflagrar uma guerra comercial no mundo. Essa preocupação perdeu espaço por causa da postura dos líderes republicanos, contrária à decisão que equivaleria a um aumento de imposto, na visão desses congressistas.


Usiminas PNA era a maior alta (3,05%) e CSN ON subia 1,76%. Já Vale ON tinha alta de 0,52%. Banco do Brasil também está entre os destaques e avança 2,61%.


Na ponta negativa, BRF ON volta a ser destaque. A ação cedia 1,41%, para R$ 24,40. Outras ações do setor também caem: JBS ON perde 0,42% e Marfrig ON recua 1,92%.


Dólar


O dólar sofre a maior queda em três semanas frente ao real, atingindo patamares não vistos em duas semanas. As operações domésticas seguem de perto o movimento externo, onde a moeda mostra perdas generalizadas em meio ao alívio na aversão a risco.


O efeito positivo da resistência a propostas do presidente americano, Donald Trump, consideradas protecionistas se soma hoje à redução de tensões geopolíticas na Península da Coreia. O won sul-coreano é a moeda com melhor desempenho nesta terça-feira, em alta de 1,4%.


Às 13h58, o dólar comercial caía 0,85%, a R$ 3,2202. Na mínima, a cotação foi a R$ 3,2164 (-0,97%), menor patamar intradia desde 16 de fevereiro (R$ 3,2026) e a maior desvalorização desde 14 de fevereiro (-2,43%).


A dinâmica sinaliza que a perspectiva de curto prazo para o câmbio segue atrelada ao ambiente internacional, que tem à frente mais altas de juros nos EUA e primeiros sinais de que a economia global começou o ano em ritmo menos forte. A tese do crescimento sincronizado no mundo - o primeiro em mais de uma década - amparou ao longo de 2017 firme demanda por ativos de maior risco, o que permitiu a volta de fluxos para mercados emergentes.


Com os elementos ponderados, analistas por ora questionam o espaço para quedas mais intensas do dólar. "Acho que perto de R$ 3,20 o dólar está em um bom ponto de compra", diz Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos.


Do lado doméstico, o cenário eleitoral ainda continua a ser definido. Hoje, pesquisa CNT/MDA mostra o ex-presidente Lula na liderança das intenções de voto. Sem Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) está à frente em todos os cenários. O presidenciável tucano Geraldo Alckmin aparece em terceiro em pesquisa estimulada sem Lula.


"Por enquanto o resultado da pesquisa não preocupa. É provável que Lula não concorra, e a confirmação disso muda o xadrez político", afirma Petrassi. Hoje, o STJ julga habeas corpus a favor do ex-presidente Lula, com expectativas remotas a favor do petista.


Juros


Os juros futuros enfrentam uma sessão de ajustes nesta terça-feira. As taxas operam bem próximas da estabilidade, depois de reverterem a queda da abertura. Isso não significa, porém, que a dinâmica positiva no mercado tenha seus dias contados.


A taxa projetada pelo DI janeiro de 2021 opera a 8,290%, ante 8,300% no ajuste anterior.


Já o DI janeiro/2019 marca 6,475% (6,465% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 é negociado a 7,400% (7,410% no ajuste anterior).

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