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Ibovespa perde força no fim do pregão e retorna aos 85 mil pontos

06/03/2018 19h02

Num dia marcado por fortes oscilações nas ações da Petrobras, o Ibovespa não conseguiu sustentar a alta de 1% verificada no começo da sessão desta terça-feira (6) e fechou em queda de 0,43%, aos 85.653 pontos, com um movimento de realização de lucros na parte final do pregão.


O giro financeiro do indicador chegou a R$ 8,85 bilhões, acima dos R$ 8,2 bilhões movimentados na sessão de segunda (5).


Com o desempenho desta terça, o Ibovespa acumula retração de 0,13% na semana ? em março, tem valorização de 0,35%.


Governo x Petrobras


As ações PN da Petrobras foram o destaque de hoje, fechando em queda de 0,99%, a R$ 21,90, e o maior volume de negociações do dia, com R$ 1,27 bilhão. Os papéis apresentaram alta volatilidade, com cotações variando entre R$ 21,86 (-1,17%) e R$ 22,63 (+2,3%).


No início do dia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo estaria discutindo uma nova política de reajuste dos combustíveis com a Petrobras, o que gerou instabilidade no mercado. Mais tarde, a estatal disse que não foram cogitadas alterações nas regras, levando os papéis para o campo positivo, mas a alta não se sustentou.


Segundo analistas, a existência de um possível ruído na comunicação entre governo e Petrobras, em conjunto com um movimento de realização de lucros, impulsionou a queda nas ações da estatal no fim do dia. Os investidores também optaram por embolsar os lucros em Vale ON ? os papéis, que chegaram a operar em alta de 2,8%, fecharam em retração de 0,48%.


BRF


Ainda entre as ações em queda, destaque para BRF ON que, após o recuo de quase 20% ontem, fechou o dia com perda de 2,46%. O volume chama a atenção: na Bovespa, 46 milhões de ações foram negociadas ontem e, hoje, o montante chegou a 22,67 milhões ? a média diária é de 11 milhões de papéis. No exterior, 16 milhões de ADRs foram comercializadas ontem e, 7,97 milhões, hoje, também acima da média diária de 4 milhões de títulos. Isso significa que o movimento de queda das ações foi sustentado tanto por investidores locais quanto pelos estrangeiros. Muitos fundos internacionais têm restrição, por questão de compliance, a carregar papéis de empresas sob algum tipo de investigação.


A tendência de queda do Ibovespa foi freada pelo bom desempenho do Banco do Brasil ON, que terminou o dia em alta de 2,21%. O comportamento destoou do restante do setor: Itaú Unibanco PN recuou 0,36%, e Bradesco PN teve valorização de 0,18%.


Na ponta positiva, destaque para Usiminas PNA (+4,13%), maior alta do indicador. Do lado oposto, Gerdau PN (-4,39%) liderou as perdas.

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