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Dólar opera em alta com exterior adverso e sai na casa de R$ 3,22

07/03/2018 10h00

As incertezas que rondam o governo americano pesam no mercado brasileiro de câmbio. O dólar opera em alta nesta quarta-feira, após o assessor econômico Gary Cohn renunciar ao seu cargo na Casa Branca. A saída de Cohn, que era contrário às políticas protecionistas do governo de Donald Trump, eleva as preocupações com a posição mais dura dos americanos para o comércio global.


Às 9h53, o dólar comercial subia 0,56%, a R$ 3,2269, tendo tocado máxima em R$ 3,2305.


O contrato futuro para abril, por sua vez, avançava 0,50%, a R$ 3,2335.


Com o sinal de alerta no exterior, a moeda do Brasil tem o quarto pior desempenho do dia ante as principais divisas globais. Por outro lado, essa depreciação do real - em meio a alta do dólar - só devolve uma parte dos ganhos obtidos na véspera. Os ativos locais se beneficiaram ontem da decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diminuindo suas chances de concorrer à Presidência da República.


E por mais que a troca de cadeiras em Washington torne o cenário mais adverso, o sinal não é tão negativo quanto no começo de fevereiro, pelo menos por ora. Naquela ocasião, os mercados globais foram pegos por uma onda de vendas de ações em Nova York sob o temor de um aperto monetário mais duro nos EUA. No Brasil, o dólar teve altas sequenciais de 1% até que os temores se acomodassem.

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