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Dólar bate máxima em um mês, com incerteza sobre guerra comercial

As incertezas antes do anúncio pelo governo americano das taxações sobre as importações de aço e de alumínio combinadas com o tom mais "dovish" do Banco Central Europeu (BCE) empurraram o dólar à máxima em um mês frente ao real nesta quinta-feira (8).


No fechamento, o dólar comercial subiu 0,52%, a R$ 3,2613. É o maior patamar desde 9 de fevereiro, quando a moeda americana fechou a R$ 3,3008.



Segundo a agência de notícias Associated Press, é provável que os Estados Unidos isentem Canadá e México, dois dos maiores exportadores de aço ao mercado americano, das tarifas e adotem uma postura mais aberta a diálogo com outros países. Ainda assim, permanecem os ruídos. O Brasil, que em 2017 foi o segundo maior exportador global de aço aos EUA,é um dos países que poderiam sofrer mais com a medida.


Além disso, fica mais incerto o debate sobre como será a reação do Federal Reserve (Fed, o BC americano) a possíveis aumentos de preços na economia a partir da chamada inflação de custo.


"O que deve preocupar mais o Fed são os efeitos secundários, incluindo as expectativas de inflação", dizem analistas do BNP Paribas, em nota a clientes. Os profissionais do BNP traçam um cenário, em caso de guerra comercial, de menor crescimento econômico global e preços mais altos.


"A incerteza aumentaria, detendo o investimento e encorajando a elevação de poupança. Ao mesmo tempo, se eleva a chance de correção nos mercados mais arriscados devido à demanda por maior prêmio de risco."

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