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Dólar passa de R$ 3,26 e bate máxima em uma semana com ruídos externos

O dólar vai às máximas em uma semana ante o real nesta quinta-feira, puxado pela alta global da moeda americana em meio a um carregado noticiário sobre tensões comerciais e a leituras de que os Estados Unidos seguem como a economia mais à frente no processo de aperto monetário.


Às 14h40, o dólar comercial subia 0,52%, a R$ 3,2613. Na máxima, foi a R$ 3,2663, pico desde a taxa de R$ 3,2669 da sexta-feira passada.


As preocupações com uma guerra comercial eventualmente iniciada pelos Estados Unidos ainda afetam negativamente os ativos, mas menos do que nos últimos dias. Hoje, a queda do euro e de outras moedas fortes sinaliza que os cenários quanto às políticas monetárias de países centrais voltam a dar o tom.


A espiral de baixa do dólar nos últimos meses vinha sendo atribuída também à percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) ainda poderia surpreender mais no sentido de apertar a política monetária do que o Federal Reserve (Fed, banco central americano).


Mas hoje o presidente da instituição europeia, Mario Draghi, não satisfez as expectativas de parte do mercado a respeito de fim de estímulos monetários. Enquanto isso, mantém-se a possibilidade de o Fed promover quatro altas de juros neste ano.


As chances de o Fed apertar mais a política monetária são amparadas ainda pela política mais protecionista do governo de Donald Trump, que, para analistas, geraria inflação. No entanto, essa visão não é consenso.

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