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Dólar fica estável dividido entre Lula e Trump

O dólar terminou a semana praticamente estável frente ao real, com temores de guerra comercial e interpretações sobre a política monetária americana anulando a reação favorável do mercado à rejeição pelo STJ de habeas corpus ao ex-presidente Lula.

Na semana, o dólar comercial variou apenas 0,05%. Nesta sexta-feira, a cotação caiu 0,31%, a R$ 3,2513.

Hoje, dados mais fracos de salários nos EUA acalmaram receios do mercado de o Federal Reserve (Fed, BC americano) precisar subir mais agressivamente os juros nos EUA. Essa preocupação ganhou força nos últimos meses diante de previsões de aumento da inflação americana por causa de medidas protecionistas do governo de Donald Trump.

A reação do dólar nos últimos dias deixa claro que a dinâmica do câmbio doméstico segue bastante atrelada aos fatores internacionais. Mas a forte queda de 1,20% da moeda americana na terça-feira, dia em que Lula sofreu revés no STJ, evidencia também que há um prêmio de risco a ser consumido caso o mercado veja fortalecida a expectativa de que o ex-presidente não possa concorrer às eleições.

Questões sazonais também devem mexer com o câmbio nos próximos meses. O profissional da área de tesouraria de um grande banco no Brasil diz que o real "teve desempenho pior" nas últimas semanas devido também a questões técnicas. Mas agora o calendário é favorável ao câmbio, diante do começo em março da venda da safra agrícola brasileira. "Dada a performance pior do real, acredito que os exportadores não vão esperar muito para vender os dólares obtidos com as exportações da safra", diz o profissional.

Com exportações se mantendo firmes, as contas externas tendem a se manter em patamares tranquilos. E, para o Itaú Unibanco, isso ajuda na expectativa de que o dólar termine este ano em R$ 3,25, praticamente estável ante a taxa de hoje.

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