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Juros futuros curtos reforçam queda com resultado do IPCA de fevereiro

09/03/2018 16h43

Os juros futuros terminaram a semana em firme queda, com investidores confirmando suas apostas para uma Selic ainda mais baixa. Na mesma semana que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reconheceu a surpresa com a inflação, os dados do IPCA reiteram o bom momento para o nível baixo do juro.

Os números do IPCA de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira, reforçam a visão de que a taxa de juros cairá mais uma vez em março e permanecerá baixa por algum tempo. E a perspectiva de que a Selic pode ficar baixa ou não subir tanto no curto prazo se evidenciou nos juros futuros.

No fim da sessão regular, o DI janeiro/2020 recuava 2 pontos-base, a 7,300%, tendo recuado 200 pontos-base na semana.O DI janeiro/2019 - contrato mais negociado do dia - caiu 1 ponto a 6,440% nesta sexta-feira, depois de ceder 100 pontos na semana.

O IPCA subiu 0,32% em fevereiro, após alta de 0,29% em janeiro. Foi a alta menos acentuada do indicador para o segundo mês do ano desde 2000, quando teve elevação de 0,13%.

O comportamento do setor de alimentos e, principalmente, dos núcleos de inflação já levam algumas grandes instituições a revisarem projeções para este ano, cada vez mais próximas do piso da meta inflação. O centro do alvo é 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Também chamou a atenção o índice de difusão do IPCA - que mostra quantos itens pesquisados registraram alta de preços. Houve queda para 48,5%, ante 57,9% em janeiro.

O Bradesco agora estima que o IPCA ficará em 3,5%, ante 3,9%, e o UBS revisou a previsão em 10 pontos-base, para 3,6%.E o Itaú voltou a compor o grupo dos que esperam a extensão do ciclo de cortes da Selic.

Com base no ambiente de inflação favorável, as instituições reafirmam a leitura de que a Selic caíra de 6,75% para 6,50% em março.Os dados de inflação divulgados desde a última decisão de juros parecem compor "surpresa significativa o suficiente para levar o Copom a desviar de seu plano de voo e adicionar um estímulo final na próxima reunião", diz o economista-chefe do banco, Mario Mesquita.

Esse movimento extra não é descartado por parte dos agentes financeiros, mas isso ainda exigiria novas surpresas dos números correntes e melhora das expectativas para os próximos anos. O que fica mais seguro, diz o Bradesco, é "que as taxas de juros poderão ser mantidas em patamar historicamente reduzido ao longo dos próximos trimestres".

Os juros mais longos operavam mais próximos da estabilidade no fim da sessão regular.O DI janeiro/2021 subia 1 ponto, para 8,260% e o DI janeiro/2023 avançava 3 pontos, para 9,190%. O DI janeiro/2025 avançava 2 pontos, para 9,630%.

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