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Previ tem superávit de R$ 5,6 bilhões em janeiro e retoma equilíbrio

09/03/2018 11h06

A Previ, fundo de pensão dos funcionário do Banco do Brasil, encerrou janeiro com um superávit de R$ 5,6 bilhões, o que a ajudou a zerar o déficit carregado desde 2015 e passar a registrar superávit acumulado de R$ 1,3 bilhão.

O resultado refere-se ao Plano 1, de benefício definido e que concentra os principais investimentos da fundação, com R$ 168 bilhões sob gestão.

Com rentabilidade de 14,97%, o plano fechou o ano passado com resultado positivo de R$ 9,6 bilhões, o que reduziu o déficit do período para R$ 4,3 bilhões. Em 2017, a meta atuarial foi de 7,17%.

Com os números de janeiro, o fundo de pensão deixou para trás um déficit de R$ 16,1 bilhões em 2015, que interrompeu um período de oito anos sucessivos de resultados positivos e que e incluiu a distribuição de superávits aos participantes de 2010 a 2013. Em 2016, o plano ensaiou uma recuperação e teve um ganho de R$ 2,2 bilhões, reduzindo o déficit para R$ 13,9 bilhões.

O Plano 1 tem uma carteira de renda variável relevante, de R$ 70 bilhões, com participações como Vale, Neoenergia, Banco do Brasil, Petrobras e BRF. Na processadora de carnes, a participação é avaliada em R$ 2,22 bilhões. "Não temos nenhuma intenção de sair de BRF, está dentro da nossa matriz setorial e acreditamos na companhia. A discussão lá é outra", afirmou o presidente Gueitiro Guenso, referindo-se às recentes questões de governança. "O ativo é bem saudável e tem perspectiva de crescimento", completa.

Gueitiro lembra que nesse tipo de movimento que a Previ realiza junto com outros acionistas fica mais fácil encontrar uma solução quando a empresa tem capital disperso.

A carteira de renda variável do plano teve rentabilidade de 21,34% em 2017. No ano passado, a Previ vendeu R$ 10,4 bilhões em ativos, em linha com sua estratégia de redução em renda variável e desconcentração da carteira. A fundação vendeu sua fatia em CPFL, reduziu posição em bolsa em ativos como Petrobras - hoje avaliada em R$ 5,5 bilhões - e Banco do Brasil (R$ 7,7 bilhões). "É um pouco da estratégia de desconcentração", afirma.

Por outro lado, realizou compras de R$ 1,4 bilhão e incluiu em sua carteira ativos como B3 e BR Distribuidora, cuja fatia foi comprada na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Na renda fixa, os ganhos foram de 9,7% em 2017. Já os investimentos no exterior subiram 23,5% e os investimentos estruturados tiveram ganhos de 27,95%. A carteira de imóveis teve rentabilidade de 9,95%. "Os imóveis já começaram a se recuperar e tiveram resultado acima da meta atuarial". No Previ Futuro, plano de contribuição variável com R$ 12 bilhões em ativos totais, a rentabilidade foi de 14,97% - ante meta atuarial de 7,17%.

O objetivo da Previ é utilizar os possíveis superávits para baixar a meta atuarial, reiterou o executivo. "A redução vai acompanhar as taxas de longo prazo da NTN-B", afirma Gueitiro.

A Previ também dá novos passos para aplicar rating de governança, criado por ela no ano passado, na avaliação dos ativos. A entidade já analisou os ativos de sua carteira segundo estes critérios.

"Na hora em que eu for me desfazer, vamos observar mais um critério. Se ele tiver um rating C, o mais baixo deles, a minha prioridade é desfazer. Mas não vamos nos desfazer de um ativo a qualquer preço só porque ele é rating C", diz. Já para a aquisição de novos ativos, a observação do rating de governança será fundamental.

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