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Ibovespa sustenta os 86 mil pontos, mas giro segue fraco

A tendência de baixo volume de negociações no Ibovespa teve continuidade nesta quarta-feira (14), com o giro financeiro ficando abaixo dos R$ 8 bilhões pelo terceiro dia consecutivo. Em meio ao marasmo, o índice terminou o dia em queda, mas sustentou os 86 mil pontos, auxiliado pelo bom desempenho da Vale.

O volume financeiro do Ibovespa totalizou R$ 6,91 bilhões na sessão de hoje, ante giro de R$ 7,09 bilhões, na de terça (13), e, de R$ 6,83 bilhões, na segunda-feira (12) ? são os três menores volumes de março. Em 2018, a média diária de negociações está em R$ 8,71 bilhões e, desconsiderando os pregões desta semana, o giro médio é de R$ 8,82 bilhões.

Nesse contexto, o Ibovespa fechou em queda de 0,39%, aos 86.051 pontos, após oscilar entre a máxima de 86.970 pontos (+0,68%) e a mínima de 85.691 pontos (-0,8%). Com o desempenho de hoje, o índice acumula alta de 0,82% em março e de 12,63% em 2018.

A retração no Ibovespa só não foi maior graças às ações ordinárias da Vale, que terminaram em alta de 1,12% e tiveram o maior volume financeiro do dia, com R$ 768 milhões. Uma combinação entre dados da economia chinesa ? considerados melhores que o esperado ? e a recuperação no preço do minério de ferro após oito quedas consecutivas impulsionou os papéis da mineradora.

Apesar do bom desempenho da Vale, o clima nos mercados globais foi de cautela, com as bolsas americanas fechando em queda. Os temores quanto à postura protecionista do governo Trump e os atritos comerciais entre Estados Unidos e China fizeram com que os investidores assumissem uma postura defensiva.

Destaques

No Brasil, esse clima de apreensão foi refletido no setor bancário. Segundo um operador, o segmento passou por um movimento de realização de lucros após as recentes altas, o que derrubou Banco do Brasil ON (-0,86%), Itaú Unibanco PN (-2,23%) e Bradesco (-0,54%).

Entre as maiores altas do dia, destaque para o setor de papel e celulose, com Suzano ON (+5,49%) e Fibria ON (+3,64%) liderando os ganhos. Na ponta oposta, os papéis da Eletrobras tiveram as maiores perdas: as ações PNA recuaram 7,36%, enquanto as ONs caíram 6,86%, em meio aos temores de resistência política ao processo de privatização da estatal.

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