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Receita de vendas do varejo desacelera em fevereiro, diz Cielo

O varejo brasileiro registrou alta de 0,7% em fevereiro em relação a igual mês de 2017, descontada a inflação, aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) divulgado nesta quinta-feira (15). Em termos nominais, que reflete o que o varejista de fato observa na receita das suas vendas, o indicador apresentou crescimento de 2,1% na comparação com o ano anterior.

O resultado representa uma desaceleração em relação a janeiro, quando o indicador havia avançado 1,3% em termos reais e 2,6% na variação nominal. Segundo a Cielo, o mês teve o desempenho prejudicado pelo calendário, uma vez que o Carnaval em 2018 foi celebrado na primeira quinzena de fevereiro, enquanto em 2017 foi comemorado na última. "Consequentemente, a quarta-feira de Cinzas, data tipicamente fraca em vendas, ocorreu em fevereiro de 2018. Já em 2017, a data ocorreu no mês de março", explica a operadora de máquinas de cartões.

Mesmo retirado o efeito calendário, o índice deflacionado apontaria alta de 1,5% em fevereiro, ainda uma desaceleração em relação ao observado no mês de janeiro (1,9%). Já pelo ICVA nominal, com os ajustes de calendário, o indicador apresenta alta de 3%, contra 3,2% em janeiro.

"Em fevereiro tivemos uma desaceleração em relação a janeiro, mas ainda com alta na comparação com fevereiro do ano passado", afirma Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo.

Setores

O crescimento registrado em fevereiro, na comparação anual, foi puxado pelo desempenho do setor de bens não duráveis, enquanto os setores de serviços e bens duráveis e semiduráveis apresentaram retração.

Os destaques positivos foram supermercados e hipermercados, seguido por livrarias e papelarias. Já a queda de maior relevância ficou novamente por conta dos postos de gasolina, dando sequência aos resultados verificados nos últimos meses.

Na comparação de janeiro para fevereiro, os setores que mais puxaram o resultado de desaceleração foram vestuário, além de turismo e transporte.

Regiões

Por regiões, os destaques positivos foram Norte, Nordeste e Sul - esta última interrompendo uma série de duas desacelerações seguidas -, segundo o ICVA deflacionado com ajustes de calendário. Já a região Sudeste foi o destaque negativo, apresentando retração em relação a fevereiro de 2017.

Pelo ICVA deflacionado sem ajustes de calendário, comparando com o mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado na região Norte apresentou alta de 4,8%, seguido pelas regiões Sul e Nordeste com 3,3% e 2,8% respectivamente. A região Centro-Oeste registrou alta de 0,1% e a Sudeste, retração de 0,5%.

Pelo ICVA nominal - que não considera o desconto da inflação - o destaque foi a região Norte, que registrou alta de 5,1%. Em seguida, as regiões Sul e Nordeste apresentaram crescimentos de 4,5% e 3,9% respectivamente. Já as regiões Centro-Oeste e Sudeste anotaram altas de 1,6% e 1,1% respectivamente.

Inflação

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em fevereiro pelo IBGE apontou alta de 2,84% no acumulado dos últimos 12 meses, praticamente estável em relação ao registrado em janeiro (2,86%). Ponderando o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado em fevereiro ficou em 1,5%, leve aceleração em relação ao registrado em janeiro (1,3%).

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro de acordo com a sua receita de vendas, com base em um grupo de mais de 20 setores mapeados pela Cielo, de pequenos lojistas a grandes varejistas, responsáveis por 1,4 milhão de pontos de vendas ativos credenciados à companhia.

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