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Dólar fecha em leve alta na expectativa por Fed

19/03/2018 18h12

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta segunda-feira, mas ficou muito mais próximo da mínima do dia do que da máxima.

A cotação terminou a R$ 3,2840, valorização de 0,17%. Na mínima, foi a R$ 3,2830 (+0,14%), depois de subir para R$ 3,2962 (+0,55%).

O mercado de moedas de forma geral se manteve firme a despeito da liquidação que alvejou Wall Street - situação semelhante à vista na onda de vendas de ações do começo de fevereiro.

O dólar sustentou alta moderada contra pares emergentes ao longo do dia, mas caiu frente a divisas de reserva, como euro, franco suíço e libra esterlina. Analistas dizem que a reação do dólar aos recentes eventos - elevação de tensões diplomáticas e de tom protecionista do governo Trump - indica que o cenário para a moeda americana segue frágil, com ralis limitados e de curto prazo.

O grande tema para o mercado de câmbio neste momento é a sinalização que o Federal Reserve (Fed, BC americano) dará na quarta-feira, quando decidirá a taxa básica de juros americana. A dúvida é se, na primeira decisão comandada por Jerome Powell, o BC dos EUA será claro na indicação de quatro altas de juros neste ano ou se preferirá se ater à atual projeção de três elevações.

Alguns analistas não descartam que o Fomc considere a possibilidade de quatro elevações de juros neste ano. "Se o Fed de Powell for claro nesse sentido, haverá um impulso para o dólar", diz o gerente da mesa de derivativos de uma atuante corretora em São Paulo.

Mas os números mais recentes da economia americana têm esfriado apostas mais agressivas num Fed "hawkish". "A decepção com dados recentes combinada com o núcleo do CPI preso a 1,8% por três meses tem feito alguns investidores aceitarem ser improvável que o Fed sinalize quatro altas de juros", diz em nota Marc Chandler, chefe global de estratégia de câmbio do banco Brown Brothers Harriman, em Nova York.

No Brasil, o mercado comenta ainda sobre a reunião "não formal", nas palavras da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, prevista para amanhã entre ministros da Corte para debater julgamento de habeas corpus a favor do ex-presidente Lula.

A informação coincide com o sorteio do ministro Gilmar Mendes como relator do habeas corpus coletivo contrário a prisões de condenados em segunda instância - caso de Lula.

O receio do mercado é que Mendes mude seu voto e, assim, inicie questionamento sobre posição de 2016 na qual o STF decidiu (embora de maneira liminar) ser possível prisão em segunda instância. "E isso, sim, pode colocar em xeque a certeza do mercado de que Lula não concorrerá às eleições", diz Jaime Ferreira, diretor de câmbio da Intercam Corretora.

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