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Dólar ronda R$ 3,30 atento ao exterior e ao STF

O dólar superou nesta terça-feira a barreira psicológica de R$ 3,30 pela primeira vez em cinco semanas. Mas após alcançar R$ 3,3051 a moeda desacelerou a alta, com investidores intensificando ordens de vendas em operações de "day trade".

Com isso, às 13h35, a cotação reduzia os ganhos para 0,38%, a R$ 3,2964.

No mercado futuro, o dólar com vencimento em abril se apreciava 0,32%, para R$ 3,2985.

Para engatar tendência mais firme de alta, o dólar interbancário precisa superar a resistência técnica de R$ 3,3183 (máxima do último dia 9 de fevereiro). A próxima meta é o nível em torno de R$ 3,3214, cujo rompimento abriria caminho para a máxima de R$ 3,3467 de 14 de dezembro do ano passado.

Analistas têm destacado nas últimas semanas a dificuldade do dólar de superar de forma mais consistente o limite de R$ 3,30, que quando testado continua a atrair vendas tanto de operadores quanto de exportadores, em meio a um período no qual costuma haver aumento de embarques da safra agrícola.

No plano doméstico, as atenções se voltam para a reunião informal entre magistrados do STF para debater sobre a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância.

A discussão prevista para hoje entre os ministros da Corte é importante porque pode afetar o cenário para o ex-presidente Lula, já condenado em segunda instância e que tenta recorrer para evitar ser preso e ver minguar suas chances de candidatura e vitória nas eleições do próximo mês de outubro.

Lá fora, a ansiedade deriva da expectativa pela decisão de juros do BC americano, marcada para amanhã. A dúvida de investidores é se o Fed liderado por Jerome Powell sinalizará de forma clara quatro altas de taxa neste ano.

O mercado vem colocando mais fichas nessa probabilidade, mas em derivativos ela não é de 100%. Portanto, um eventual fechamento desse "gap" poderia fortalecer o dólar.

Não bastasse isso, receios em torno de guerra comercial persistem, após notícias de que Washington planeja impor tarifa de US$ 60 bilhões sobre as exportações chinesas aos EUA.

Além do efeito negativo para o sentimento decorrente de um estremecimento comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo, a preocupação é que reações de Pequim possam afetar as exportações de mercados emergentes ao gigante asiático, colocando em xeque um dos pilares do recente bom desempenho econômico de vários países em desenvolvimento.

Juros

Na véspera da decisão do Copom, é o exterior que dita o rumo das taxas de DI. Os juros futuros acentuaram as altas no fim da manhã e agora mantêm avanços firmes, com efeito mais claro em taxas intermediárias e longas.

Operadores atribuem o movimento à cautela que antecede outro anúncio de política monetária: o do Federal Reserve. A preocupação é de que as políticas expansionistas do presidente americano, Donald Trump, forcem o banco central do país a endurecer o aperto monetário.

Hoje, nos contratos futuros de juros, a cautela se traduz em alta nas taxas. O DI janeiro/2021 é negociado com avanço de 5 pontos-base, a 8,280%, enquanto o DI janeiro/2023 marca 9,140%, ante 9,090% no ajuste passado.

DI janeiro/2019 marcava 6,470% (6,465% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 registrava 7,390% (7,360% no ajuste anterior).

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