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Em dia de cautela global e giro fraco, Ibovespa tem leve alta

A cautela dos investidores em relação à política de juros dos Estados Unidos, a ser definida amanhã pelo Fed, limitou a recuperação do Ibovespa e diminuiu sensivelmente o volume de negociações nesta terça-feira.

O indicador encerrou o dia em alta de 0,3%, aos 84.164 pontos, interrompendo a sequência de cinco quedas consecutivas. O índice registrou pouca oscilação ao longo do pregão: na mínima, chegou aos 83.682 pontos (-0,28%) e, na máxima, aos 84.412 pontos (+0,59%).

Além da baixa volatilidade, o Ibovespa também teve giro financeiro modesto, com R$ 6,45 bilhões, o menor montante para uma sessão em março ? até ontem, o volume diário médio de negociações no mês era de R$ 8,9 bilhões.

A preocupação com o futuro da política monetária americana tem diminuído a propensão dos investidores globais ao risco. O mercado dá como certa uma elevação dos juros nos EUA na reunião de amanhã, mas busca sinais a respeito dos próximos passos da autoridade monetária do país: são cogitados cenários com outras duas ou três altas nas taxas ainda em 2018.

Além disso, a postura protecionista do governo Trump, evidenciada pela adoção de tarifas de importação ao aço e alumínio, aumenta a tensão dos mercados globais. Essa combinação influencia o Ibovespa no mês ? o índice acumula retração de 1,4% em março, e o saldo da participação estrangeira em bolsa até o último dia 16 estava negativo em R$ 3,97 bilhões.

Apesar da cautela, as blue chips tiveram um desempenho positivo na sessão de hoje. Petrobras PN (+1,1%) teve o maior giro do dia, com R$ 635 milhões, beneficiada pelo avanço nas cotações do petróleo. Vale ON (+1,22%), Itaú Unibanco PN (+0,32%) e Banco do Brasil ON (+0,39%) também terminaram o pregão no azul.

Outro destaque foi o setor de siderurgia, com Gerdau PN (+4,72%), Usiminas PNA (+3,3%) e CSN ON (+1,94%) no campo positivo. Segundo a agência de classificação de risco Moody's, as empresas devem registrar um 2018 positivo, estando bem posicionadas para aproveitar o crescimento da demanda interna. Além disso, dados positivos divulgados hoje pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) ajudaram a impulsionar os papéis.

Por outro lado, o segmento de papel e celulose registrou leve retração. Suzano ON (-0,49%) e Fibria ON (-0,17%) passaram por ajustes técnicos após as fortes movimentações dos últimos dois pregões.

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