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Resultado da intervenção virá com o tempo, diz comandante do Exército

(Atualizada às 13h40) A crise de segurança no Rio de Janeiro é complexa e os resultados da intervenção federal no Estado vão aparecer no longo prazo, afirmou ocomandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, nesta terça-feira (20).

"Estou otimista e preocupado com a intervenção pela incerteza se vamos atingir todos os objetivos", disse o general, após participar nesta terça-feira de uma conferência no BNDES, no Centro do Rio, chamada "Visão 2035: Desenvolvido"."Os resultados virão com tempo e as soluções serão realmente de longo prazo."

A necessidade de recursos para intervenção federal no Rio será de cerca de R$ 1,5 bilhão.O general disse que haverá reunião do comando da intervenção com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, para detalhamento da necessidade de recursos e posterior envio presidente Michel Temer.

Questionado sobre imagem do Exército perante a sociedade, Villas Bôas disse que essa imagem será consequência dos resultados da intervenção federal. "Por isso, a intervenção se tornou prioridade para o Exército", disse ele.

O general afirmou que, na fase inicial da intervenção, o Exército vai procurar melhorar a percepção de segurança por parte da população. Segundo Villas Bôas, as Forças Armadas têm como "determinação, ao sair, deixar uma mudança nas estruturas".

Villas Bôas mencionou entre essas mudanças o sistema de segurança pública, o sistema prisional e a lei de execuções penais. "Isso tudo não vai ser resolvido em dez meses", afirmou.

O general preferiu não detalhar as metas da intervenção, que serão futuramente anunciadas pelo interventor, general Braga Netto.

Segundo ele, a violência no Rio de Janeiro é resultado de décadas de omissões sobre as necessidades básicas da população, que não foram atendidas e "transbordam na forma de violência".

"As causas são profundas. Pedimos compreensão dos companheiros que lá estão, com esse tema, que quanto mais se debruçam sobre ele, mais veem a complexidade. Eles têm procurado manter postura de não gerar expectativas, não tomar atitudes espetaculosas, de não inaugurar promessas", disse o general.

Mais cedo, o Exército divulgou que os militares das forças integradas de segurança vão deixar a Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, que seria usada como modelo de intervenção no Estado.

Sobre o caso da vereadora do Psol Marielle Franco, assassinada na semana passada no centro do Rio, o general disse que o crime é "injustificável" e que demonstra o "potencial de desagregação da sociedade".

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