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Lucro do Banco da Amazônia cai à metade em 2017

O Banco da Amazônia (Basa) informou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de R$ 64,507 milhões em 2017, com queda de 50,6% em relação ao ano anterior. O resultado bruto da intermediação financeira caiu 41,9%, a R$ 459,031 milhões. E as receitas com prestação de serviços recuaram 4,3%, a R$ 595,727 milhões.

A despesa com PDD (provisão de devedores duvidoso) aumentou 36,2% em 2017, para R$ 220,102 milhões.

Os ativos totais do Basa subiram 19,6% em 2017, para R$ 16,952 bilhões. O índice de Basileia caiu para 14,5%, de 16,1% em 2016.

O relatório de administração afirma que, para 2018, o banco, "focado em seu papel de indutor do fomento produtivo sustentável, planeja investir em melhoria de processos e ferramentas de crédito, desde os sistemas legados, canais de atendimento e inovadores processos digitais".

Em 2017 o Basa realizou a segunda etapa do seu programa de aposentadoria incentivada, que teve 108 adesões, com custo de R$ 11,636 milhões. O banco terminou o ano com 2.791 funcionários.

Devolução

Reportagem do Valor de novembro do ano passado revelou que o Tribunal de Contas da União (TCU) pode determinar que BB, Caixa, Basa e Banco do Nordeste devolvam ao Tesouro cerca de R$ 39 bilhões recebidos por meio de aportes de títulos públicos durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. O Basa teria recebido R$ 1 bilhão do governo nesse processo.

No seu balanço, o Basa afirma que em junho de 2017 recebeu ofício do Tesouro no qual consta a cobrança da diferença de remuneração do instrumento elegível a capital principal (IECP), "em razão de ter sido dada nova interpretação [ao contrato com a União] por ocasião de auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU)".

Segundo o banco, a principio foi instaurado processo de controvérsia na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal, tendo a primeira audiência ocorrida em 27 de fevereiro deste ano. Na reunião, entre outros pontos, ficou definido que será discutido com o Tesouro "o quantum devido, se houver, e a forma em que o pagamento poderá ser realizado".

Uma nova audiência está marcada para esta quinta-feira (22). "Espera-se que com a deliberação da Câmara de Conciliação e Arbitragem venha ocorrer acordo entre as partes", diz o Basa.

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