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Intenção de consumo das famílias atinge maior patamar em quase 3 anos

O interesse de consumo das famílias atingiu em março maior patamar em quase três anos, informou nesta quinta-feira a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,1% entre fevereiro e março, para 88 pontos, maior patamar desde junho de 2015 (91,7 pontos).

A continuidade da melhora na economia, com juros menores, crédito mais barato, inflação menos pressionada e emprego mais favorável levou ao resultado, afirmou Bruno Fernandes, economista da entidade. "As famílias estão mais otimistas porque percebem que esta melhora na economia começa a se manter, e não é algo passageiro", disse.

Com a intenção de consumo em alta, o especialista não descarta novas revisões para cima na projeção de aumento de 5,2% em 2018 no volume de varejo ampliado, que inclui o comércio de automóveis e materiais de construção, atividades também influenciadas pelo atacado. Em 2017, o volume do varejo ampliado cresceu 4%.

A melhora na confiança foi generalizada entre os sete tópicos usados para cálculo do ICF. Todos apresentaram expansão, em março, ante fevereiro; bem como em relação a março do ano passado.

Na comparação com mês imediatamente anterior, foram notados aumentos em emprego atual (1%), perspectiva profissional (0,5%), renda atual (0,2%), compra a prazo (2,6%), nível de consumo atual (0,6%),perspectiva de consumo (1,1%) e momento para duráveis.

Em relação a março de 2017, ocorreram elevações em emprego atual (4,8%), perspectiva profissional (2,6%), renda atual (7,6%), compra a prazo (16,8%), nível de consumo atual (23,6%), perspectiva de consumo (23,3%) e momento para duráveis (27,3%).

O especialista comentou que, hoje, há um contexto favorável ao consumo, principalmente no que concerne ao crédito. "Se o crédito fica mais barato, isso começa a afetar orçamento das famílias, quando começam a perceber 'sobras' no orçamento. Além disso, aquele medo do desemprego foi um pouco dissipado [com melhora no mercado de trabalho]", disse.

Fernandes admitiu que, a partir do segundo semestre, o cenário do país fica mais incerto com o acirramento da corrida presidencial - principalmente no que se refere à condução de política econômica. Para ele, no entanto, possíveis turbulências políticas podem diminuir a magnitude de avanço do consumo nos últimos seis meses do ano - mas sem interromper a trajetória ascendente da demanda interna. "Não acho que a eleição possa interromper o avanço do consumo", resumiu.

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