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Tesouro: Investidor estrangeiro se mostra cauteloso em ano eleitoral

A coordenadora de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Márcia Tapajós, afirmou nesta segunda-feira (26) que é "natural" que em ano de eleição os investidores estrangeiros estejam mais cautelosos.

Em fevereiro, a participação dos não residentes no estoque da dívida ficou em 12,39%, o que significa uma ligeira redução em relação ao mês anterior (12,41%). Em termos nominais, o investimento do estrangeiro passou de R$ 422,64 bilhões em janeiro para R$ 428,32 bilhões no mês passado.

"É natural que, em ano de eleição, investidores estrangeiros estejam mais cautelosos. EUA estão subindo juros e Brasil está em ano de eleição. Todos observam com mais cuidado", afirmou Márcia Tapajós. "Não-residentes estão cautelosos, mas ativos", disse.

Segundo Márcia, há uma certa estabilidade da participação dos investidores no estoque da dívida. "A participação é modesta em relação aos outros que continuam crescendo, não estão se desfazendo [dos investimentos]", afirmou.

A coordenadora ressaltou ainda que qualquer investidor gosta de trabalhar com cenário de menos incerteza. "Na medida em que há mais clareza, isso tranquiliza qualquer investidor. Isso é o que ainda não temos. Qualquer definição auxilia num novo reposicionamento desses investidores", explicou Márcia.

Fundo de pensão

Assim como aconteceu em janeiro, a participação da Previdência Social no estoque dívida pública sofreu uma queda em fevereiro. Segundo Márcia, isso aconteceu devido ao impacto de medida tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que alterou uma resolução de 2015.

O objetivo é reduzir gradualmente a exigência de prazo médio de repactuação mínimo (PRC) ao qual se submetem ativos dos títulos de renda fixa dos fundos de investimento especialmente constituídos (FIE), de uma mesma sociedade seguradora ou entidade aberta de previdência complementar (EAPC).

Custo médio

A coordenadora destacou que o custo médio do estoque da Dívida Pública Federal chegou a 10,01% ao ano em fevereiro - trata-se do menor patamar desde abril de 2010.

No caso do custo médio Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que foi de 9,93% em fevereiro, o percentual é o mais baixo desde dezembro de 2005. "Na DPMFi, houve a 18ª queda do custo médio, que atingiu menor patamar desde dezembro de 2005", ressaltou a coordenadora.

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