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Novo filiado ao PRB, dono da Riachuelo pretende bancar sua candidatura

(Atualizada às 13h38) O empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, formalizou nesta terça-feira (27) sua filiação ao PRB durante reunião com a bancada do partido na Câmara. Ficou definido que Rocha será o pré-candidato do partido à Presidência da República.

Entre os correligionários do empresário, estão o ex-ministro da Indústria Marcos Pereira (ES), o deputado federal Celso Russommanno (SP) e a deputada federal Tia Eron (BA).

Rocha rejeitou a possibilidade de compor a chapa de outro postulante ao comando do Palácio do Planalto.O martelo foi batido após o empresário demonstrar disposição em autofinanciar a campanha, já que o PRB considera não ter recursos para bancar uma pré-candidatura à Presidência.

Na semana passada, a Guararapes, controladora da Riachuelo, informou que Rocha deixará o seu cargo de vice-presidentee diretor de relação com investidores para se dedicar a sua pré-candidatura à presidência da República.

Ainda hoje, Rocha deve almoçar com integrantes da bancada ruralista, uma das frentes parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional. O grupo já almoçou com outros pré-candidatos à presidência da República, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, e o deputado Jair Bolsonaro, do PSL.

De acordo com nota divulgada pelo PRB, Rocha defende "a política liberal na economia e a importância dos valores da família como forma de fazer o Brasil avançar, gerar mais empregos e promover investimentos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura".

Rocha foi deputado federal por dois mandatos pelo Rio Grande do Norte (1986 e 1990). É autor de um projeto de lei que cria o imposto único.

Titanic

O empresário afirmou que sua postulação tem como objetivo ocupar uma lacuna na política brasileira.

"O povo está cobrando um perfil que não se coloca até o momento no complexo cenário eleitoral. Faremos um contraponto ao ciclo que foi marcado por corrupção, por inversão de valores", disse.

Rocha garantiu que usará a experiência do mundo dos negócios para a gestão pública e lamentou as dificuldades ainda vividas pelo país, mesmo após sinais de melhora da economia com medidas do governo Michel Temer.

"Trago a experiência do mundo empresarial para a vida pública. Esse trimestre apresentamos o melhor resultado da nossa empresa. Tinha tudo para festejar, mas foi um período de angústia. Não adianta ocupar uma confortável suíte em um transatlântico de luxo se esse Titanic navega celeradamente em direção do iceberg assassino. Temos a responsabilidade de recolocar o país nos trilhos."

Bolsonaro "light"

Ao afirmar que a sua pré-candidatura não é apenas para marcar posição no cenário eleitoral, Rocha classificou a postulação como "viável e competitiva".

Questionado sobre as comparações que fazem dele com o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República pelo PSL, - Rocha é chamado de "Bolsonaro light" - o executivo nega que veja essa proximidade com o parlamentar.

"Eu vejo pouquíssimas identidades com o Bolsonaro, principalmente no campo da economia. Sou um liberal convicto, reformista e privatista. Isso me diferencia frontalmente do Bolsonaro."

O empresário destacou que a sua pré-candidatura se contrapõe à possibilidade de candidatura de Temer. "Somos uma candidatura de mudança para ocupar um espaço não ocupado na política brasileira."

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