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Cautela prevalece e Ibovespa cai; dólar ronda R$ 3,32 com exterior

(Atualizada às 16h22) O Ibovespa registra volatilidade nesta segunda-feira, mostrando que o investidor segue reticente em assumir posições de muito risco neste momento. Perto das 16h20, o Ibovespa declinava 1,12%, para 84.411 pontos.

Vale ON avançava 2,35%, em reação à divulgação da nova política de distribuição de dividendos, anunciada na quinta-feira passada pela companhia. No entanto, outras blue chips, papéis com maior liquidez, voltaram a cair e impediam a recuperação da bolsa. Petrobras ON caía 1,80%, Petrobras PN recuava 1,49% e Itaú PN cedia 0,14%.

Não à toa, ações do setor de varejo, que desde a semana passada têm mostrado desempenho firme sob efeito da perspectiva de juro mais baixo no país, voltam a mostrar força.Lojas Renner subia 0,38%; Magazine Luiza ON avançava 1,92%, Pão de Açúcar subia 1,84%, enquanto Via Varejo tinha queda de 0,86%.

Câmbio

O dólar inicia o segundo trimestre em alta frente ao real, acelerando os ganhos conforme Wall Street aprofundava as perdas com o rompimento de suportes técnicos importantes.

Abril inicia com investidores ainda tendo de lidar com um cenário de ruídos comerciais entre as duas maiores potências do mundo. A China anunciou taxação de importações de uma série de produtos dos Estados Unidos, movimento que reverteu um modesto otimismo de que as recentes tensões comerciais haviam ficado para trás.

A valorização do yuan chegou a ser vista como uma maneira de Pequim acalmar os ânimos de Washington. Mas os receios voltaram à medida que o governo Trump mantém a retórica protecionista e o país asiático responde.

O novo fluxo de notícias negativas pesa sobre as commodities, que recuam 0,85% pelo índice CRB, enquanto a volatilidade medida pelo VIX salta 15%.

Às 16h22, o dólar comercial subia 0,45%, a R$ 3,3183.

Juros

O mercado de juros futuros opera com freio de mão puxado no início de uma semana que contará com importantes eventos para a formação do quadro eleitoral. As taxas dos contratos de DI sobem desde o começo da sessão, indicando que os investidores estão menos dispostos a assumir riscos.

A cautela prevalece poucos dias antes do julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na quarta-feira a sessão que pode resultar na prisão do petista após sua condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. O placar no Supremo, entretanto, parece estar bem dividido, com risco até de o processo ser prolongado com pedido de vista de um dos magistrados.

As incertezas políticas também rondam a candidatura de representantes do governo à Presidência da República. A deflagração da Operação Skala, que prendeu de maneira provisória na quinta-feira dois amigos do presidente Michel Temer, pode ter comprometido o projeto da reeleição presidencial. Conforme aponta o Valor, o governo terá candidato de qualquer forma, mesmo se Temer se inviabilizar de vez.

Os políticos têm até sábado, dia 7, para se filiar a algum partido caso pretendem disputar as eleições. Este é o mesmo prazo para quem ocupa algum cargo no governo, e pretende disputar um cargo diferente, deixar o posto atual.

Hoje, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reiterou a expectativa de que a inflação continuará baixa, em torno das metas no cenário-base. Por outro lado, ele destacou a importância da reforma da Previdência, algo que profissionais de mercado só esperam para o ano que vem no caso de eleição de um governo reformista.

Os juros futuros se ajustam em alta, enfrentando ainda o ambiente externo mais adverso por causa do acirramento da disputa comercial entre China e Estados Unidos.

Por volta das 13h30, o DI janeiro/2019 subia a 6,235 (6,220% no ajuste anterior); oDI janeiro/2020 avançava a 7,070% (7,030% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2021 marcava 8,020% (7,960% no ajuste anterior).

O DI janeiro/2023 apontava 9,010% (8,960% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2025 se situava em 9,500% (9,460% no ajuste anterior).

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