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Dólar segue na casa de R$ 3,30; cena externa e política atraem atenção

02/04/2018 09h49

O dólar e os juros futuros iniciam o mês de abril com oscilações contidas, afastando-se pouco da estabilidade. Sem grandes divulgações de indicadores econômicos na agenda do dia, os ativos parecem trabalhar em ritmo de espera pelos eventos do campo político, como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mercado de juro futuro, as taxas se ajustam em leve alta, num movimento que incide principalmente em vencimentos intermediários.

O dólar, por sua vez, mostra leve queda e ainda ronda o nível de R$ 3,30. O sinal da divisa americana no Brasil, entretanto, é bastante frágil.

Nesta semana, a recomendação de alguns especialistas é de que se evite exposição demasiada nos ativos locais, pelo menos, até que o STF decida o habeas corpus de Lula, cuja sessão será retomada no dia 4.

Há ainda cautela com a disputa comercial entre Estados Unidos e China, bem como a instabilidade no setor de tecnologia em Wall Street.

Às 9h46, o dólar comercial caía 0,06%, a R$ 3,3014. O contrato futuro de dólar para maio era negociado a R$ 3,3090, em baixa de 0,12%.

A taxa projetada pelo DI janeiro/2021 subia a 8,010% (7,960% no ajuste anterior) enquanto o DI janeiro/2023 avançava a 9,010% (8,960% no ajuste anterior).

O DI janeiro/2020 marcava 7,070% (7,030% no ajuste anterior).

Os juros mais curtos operam bem próximos da estabilidade. Nesse trecho, mais influenciado pela perspectiva para política monetária de curto prazo, tem se consolidado a visão de corte da Selic em maio, para 6,25%, e uma pausa no ciclo de flexibilização. O Boletim Focus, divulgado nesta manhã, mostrou ligeiros ajustes para baixo nas perspectivas para inflação em 2018 e 2019. Para a Selic, a estimativa agora é de 6,25% no fim deste ano e de 8% em 2019.

O DI janeiro/2019 era negociado a 6,230% (6,220% no ajuste anterior).

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