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Perdas da Tecnosolo Engenharia saltam em 2017

Em recuperação judicial,Tecnosolo Engenharia obteve em 2017 um prejuízo líquido de R$ 14,5 milhões em 2017, um aumento de 23 vezes em relação à perda de R$ 635 mil apurada em 2016.

A receita da companhia, na mesma base de comparação, recuou 91%, de R$ 17,5 milhões para R$ 1,6 milhão. Os custos dos serviços prestados diminuíram 57,4%, de R$ 13 milhões para R$ 5,5 milhões, gerando um resultado operacional bruto negativo de R$ 4 milhões, ante um resultado positivo de R$ 4,5 milhões em 2016. As despesas operacionais cresceram 2,3 vezes, para R$ 10,6 milhões.

A empresa afirma que o seu reposicionamento no mercado de engenharia está sendo prejudicado por inadimplência do setor público e pela retração nos empreendimentos privados. No ano passado, ela entrou com uma ação jurídica por falta de pagamentos relacionados a serviços prestados para o Velódromo Olímpico, no Rio de Janeiro, e ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador. Segundo a Tecnosolo, estas duas disputas podem gerar uma indenização de R$ 140 milhões, "suficientes para cobrir, com folga, as obrigações pendentes. Isso é uma garantia real aos credores".

Para este ano, a empresa pretende se posicionar no Programa de Parceiros de Investimentos (PPI), do governo federal. Segundo a Tecnosolo, estão sendo feitas parcerias com alguns grupos estrangeiros para participar de editais públicos, como a espanhola Elencor, na área de energia, e a chinesa Sinoventure.

A companhia condicionou este cenário da aprovação do segundo terno aditivo ao plano de recuperação judicial na assembleia de credores, marcada para 9 de abril, em segunda convocação.

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