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Cautela interna se sobrepõe ao exterior e Ibovespa fecha em queda

A expectativa em relação ao julgamento pelo STF do habeas corpus preventivo a favor do ex-presidente Lula colocou os investidores na defensiva nesta terça-feira. Apesar do ambiente positivo nas bolsas americanas, os fatores locais se sobrepuseram no pregão de hoje, fazendo com que o Ibovespa encerrasse o dia em leve queda.

De acordo com analistas, a incerteza em relação ao desfecho do julgamento, marcado para amanhã, faz com que muitos investidores optem por zerar suas posições ou, ao menos, diminuírem sua exposição ao mercado brasileiro.

"É melhor retomar [os investimentos] lá na frente e não correr riscos agora", diz o gerente da mesa de operações da H. Commcor, Ari Santos. "Dependendo da decisão, o mercado pode ficar mais difícil de operar".

Por outro lado, a diminuição das tensões globais em relação às disputas comerciais entre EUA e China, somada à recuperação das ações de empresas de tecnologia nas bolsas de Nova York, fizeram com que os índices acionários americanos se recuperassem do tombo de ontem. O otimismo global, embora incapaz de impulsionar o Ibovespa, serviu como contraponto à cautela local, impedindo recuos mais expressivos.

Nesse contexto, o Ibovespa terminou o dia em queda de 0,05%, aos 84.623 pontos, após oscilar entre a mínima de 84.210 pontos (-0,54%) e a máxima de 85.411 pontos (+0,88%). Com isso, o índice fechou na contramão das bolsas americanas: Nasdaq, Dow Jones e S&P 500 encerraram a terça-feira com altas de mais de 1%.

A cautela dos investidores em relação ao julgamento de amanhã também foi refletida no giro financeiro do Ibovespa. Ao todo, o volume negociado chegou a R$ 6,79 bilhões nesta terça-feira, abaixo da média diária de movimentação em 2018, de R$ 8,64 bilhões.

O clima de precaução fez com que os papéis que acumulam ganhos expressivos no ano encerrassem, em sua maioria, no campo negativo, num movimento de realização de lucros. É o caso de Petrobras PN (-0,91%), Itaú Unibanco PN (-0,94%) e Banco do Brasil ON (-1,32%) ? as ações ainda acumulam valorizações de 28,6%, 23,8% e 25,8% desde o início de 2018, respectivamente.

Também terminou o dia em queda Vale ON (-0,3%), pressionada pela retração de 3,1% no preço do minério de ferro na China. Entre as blue chips do Ibovespa, a exceção foi Bradesco PN, que fechou em alta de 1,11%.

Lideraram os ganhos do índice Tim ON (+4,46%), Natura ON (+3,01%) e Suzano ON (+2,59%). Na ponta oposta, JBS ON (-3,19%), Cyrela ON (-2,35%) e Ultrapar ON (-2,28%) tiveram as maiores perdas do dia.

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