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Dólar e juro futuro se ajustam em baixa de olho em exterior e política

03/04/2018 09h55

Com menos pressão vinda do exterior, o dólar e os juros futuros iniciam a sessão desta terça-feira oscilando entre a estabilidade e leve queda.

As preocupações sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos ainda pesa no ambiente de negócios, assim como o risco de instabilidade nas ações de tecnologia de Wall Street.

Ainda assim, os ativos de risco - incluindo os brasileiros - se ajustam hoje após fortes perdas no dia anterior. O índice Vix de volatilidade das ações americanas, que serve de termômetro para percepção de risco, caía 3,3% ao redor das 9h40, para 22,83 pontos.

O respiro nos mercados internacionais também se traduz em valorização de parte das divisas globais e ligadas a commodities contra o dólar. Numa lista das 33 principais divisas globais, apenas 10 perdiam terreno nesta manhã.

No Brasil, às 9h50, o dólar comercial caía 0,22%, a R$ 3,3065, o que matinha o real com desempenho mediano ante os pares internacionais.

O contrato futuro para maio, por sua vez, cedia 0,12%, a R$ 3,3140.

Os juros futuros apontavam para uma direção semelhante. A taxa projetada pelo DI janeiro de 2021 - que costuma ser afetado pelo vaivém no exterior - cedia 4 pontos-base, para 7,990%. E a baixa se estendia para vencimentos mais longos: o DI janeiro de 2029 caía para 9,940%.

No caso doméstico brasileiro, o que deve influenciar o comportamento dos ativos é a cena política. Será retomado amanhã o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF). A posição dos ministros ainda parece estar bastante dividida, com ampla incerteza sobre o voto de Rosa Weber, que pode decidir o placar na Corte.

No campo econômico, foram conhecidos nesta terça-feira os números da indústria, cuja produção em fevereiro cresceu apenas 0,2%. O resultado ficou aquém do esperado por especialistas, de alta de 0,6%. Os dados indicam que a recuperação da atividade ainda é gradual no país, reiterando a visão de que há espaço neste momento para juros baixos.

Entre os contratos curtos dos DIs, o contrato para janeiro de 2019 tinha taxa de 6,225%, praticamente estável ante o ajuste anterior.

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