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Produção industrial cresce 0,2% em fevereiro, aponta IBGE

03/04/2018 09h34

(Atualizada às 10h) Depois de abrir o ano com uma queda mais forte do que a prevista, a indústria brasileira cresceu menos que o esperado em fevereiro. A produção do setor subiu 0,2% no segundo mês de 2018, em relação a janeiro, com ajuste sazonal, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa média de 17 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data era de um crescimento de 0,6%. O intervalo das projeções ia de aumento de 0,1% a avanço de 1%. Em janeiro, a produção industrial cedeu 2,2%.

Ante fevereiro de 2017, a produção das indústrias cresceu 2,8%, 10ª taxa positiva consecutiva e a menos acentuada desde setembro do ano passado (2,6%). Neste caso, a expectativa dos analistas era de expansão de 4%.

O setor acumula agora crescimento de 4,3% no ano e de 3% em 12 meses,o melhor resultado desde junho de 2011 (3,6%), segundo o IBGE.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira foi feita com base no novo modelo de ajuste sazonal, que passa a usar uma nova ferramenta de cálculo e a incorporar novas atividade da indústria e novas regiões.

De janeiro para fevereiro, houve expansão em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados, apontou o IBGE. "Entre os setores, as principais influências positivas foram perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,4%, eliminando o recuo de 2,4% de janeiro); veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%, frente a -6,6% em janeiro); produtos de metal (3,1%, frente a -2,5%); produtos diversos (7,4% frente a -11%); couro, artigos para viagem e calçados (4,1% frente a -3,5%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6% frente a -3,7%)", indicou o instituto.

"No caso dos veículos, não foram os automóveis que impulsionaram esse aumento de produção. É um comportamento pontual da produção de automóveis. Nesse mês, o destaque positivo foi da atividade de caminhões", disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

No campo negativo no mês, as atividades com maior influência no resultado geral foram as indústrias extrativas (-5,2%), que eliminaram o avanço de 3,4% de janeiro na comparação com o mês imediatamente anterior. Também recuaram as atividades de farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), produtos alimentícios (-0,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).

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