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Dólar vai a R$ 3,36 e bate máxima com STF e tensões entre China-EUA

04/04/2018 11h14

O dólar dá sequência à rota ascendente dos últimos dias e já opera nos maiores patamares desde a delação de Joesley Batista, da BRF, em maio de 2017. Não bastasse a ansiedade com o julgamento pelo STF do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado tem de lidar ainda com a escalada das tensões comerciais no mundo, após a China retaliar os Estados Unidos com taxas sobre US$ 50 bilhões em importações vindas dos americanos.

Na máxima desta quarta-feira, o dólar foi a R$ 3,3678, maior patamar intradia desde 18 de maio de 2017. Nesse dia, a cotação foi a R$ 3,4083 no pico e encerrou com valorização de 8,06%, a mais forte desde a maxidesvalorização do real, em janeiro de 1999.

Às 11h11 desta quarta, o dólar ganhava 0,60%, para R$ 3,3577. O dólar para maio subia 0,43%, a R$ 3,3620.

O real tem o segundo pior desempenho global nesta sessão. Apenas o won sul-coreano (-0,68%) cai mais que a divisa brasileira. O won é visto como um termômetro das incertezas comerciais no mundo porque a Coreia é um dos países mais abertos em termos de comércio exterior e tem estreitas relações comerciais tanto com China quanto com os EUA.

Outras moedas emergentes, como rand sul-africano, peso colombiano e peso chileno também perdem terreno neste pregão.

A exemplo dos últimos dias, porém, o real sofre pressão adicional da incerteza sobre o resultado do julgamento pelo STF de habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Lula, previsto para esta tarde. O mercado já vinha posicionado para um cenário em que a Corte nega o habeas corpus e abre caminho para a prisão do petista. Mas nos últimos dias, e especialmente ontem, investidores preferiram adotar uma postura mais defensiva para o caso de um resultado que vá de encontro ao esperado pelo mercado financeiro.

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