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Juro futuro sustenta alta com posição cautelosa sobre decisão do STF

Os juros futuros chegaram ao fim da sessão regular desta quarta-feira já acomodados à espera da decisão da Justiça sobre o futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula. As taxas dos DIs com vencimentos mais longos ainda traziam altas firmes, mas com alguma distância frente às máximas do dia.

No fim da sessão regular, por volta das 16h, o DI janeiro/2023 subia a 9,150% (9,080% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 avançava a 9,660% (9,570% no ajuste anterior).

De acordo com profissionais de mercado financeiro, os ativos nacionais passaram por ajustes desde ontem devido à percepção de que há um pouco mais de chances de resultado favorável ao petista no julgamento do pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Até por isso, não se espera uma reação muito bruta nos mercados caso esse cenário venha a se concretizar. Para o estrategista de uma corretora paulista, os juros mais longos ainda podem subir 5 pontos-base numa reação adversa à decisão no Supremo.

Por outro lado, não se descarta a possibilidade de uma decisão contrária à Lula no STF. Neste caso, o potencial de melhora nos juros futuros tende a ser maior e os ativos podem devolver a alta de mais de 10 pontos das últimas sessões.

A primeira parte da sessão no Supremo foi mais favorável ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na avaliação do analista político Richard Back, da XP Investimentos. Dois votos foram contabilizados: Gilmar Mendes defendeu à concessão do habeas corpus para o petista e Edson Fachin foi contra.

Mas talvez até mais importante do que voto em si, Gilmar Mendes indicou a intenção de revisar a jurisprudência sobre cumprimento de pena após condenação em segunda instância. Notoriamente, a postura atraiu o apoio do ministro Luiz Fux. "Gilmar conseguiu que Fux se manifestasse, a favor do alargamento da questão", afirma Back.

A preocupação no mercado é que, livre, Lula deve seguir em campanha e poderá encontrar brechas na Justiça para colocar seu nome nas cédulas de votação. "[Lula] vai deixar para fazer inscrição da candidatura na última hora e pode entrar com recursos atrás de recursos até o primeiro turno. Essa é a preocupação", afirma um gestor.

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