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STF e exterior positivo impulsionam Ibovespa; mas cautela permanece

05/04/2018 17h48

Os riscos eleitorais não saíram de cena, mas a decisão do STF ontem de negar o pedido de habeas corpus ao ex-presidente Lula deu ao mercado um dia de trégua. Com ganhos generalizados também no exterior, o Ibovespa encerrou com alta de 1,01%, aos 85.210 pontos, depois de atingir a máxima intradia em 86.148 pontos.

O volume do dia também foi destaque ? e a combinação de um giro mais forte com um mercado positivo é o que demonstra que o investidor deixou de lado a cautela de ontem para "comprar bolsa". O volume financeiro no dia foi de R$ 11,3 bilhões, superior aos R$ 9,5 bilhões do pregão anterior.

E, entre as altas mais importantes, os ganhos fortes das estatais demonstram que o investidor reagiu em boa medida à menor percepção de risco político: Petrobras PN (+3,78%, a R$ 21,15), Petrobras ON (+2,73%, a R$ 23,34) e Banco do Brasil (+2,92%, a R$ 41,22) fecharam em alta. Embora, na prática, a cena eleitoral ainda esteja bastante embaralhada, a leitura que predomina entre gestores e operadores é que Lula sai de fato do julgamento de ontem enfraquecido para uma candidatura ou mesmo influência sobre o pleito em outubro ? e isso afasta a preocupação quanto a um suposto abandono da agenda econômica atual.

Nas praças americanas, o dia de ganhos para os três principais índices ? Dow Jones, Nadasq e S&P 500 ? também garantiu uma dose adicional de interesse do investidor no mercado brasileiro.

"Muita gente do 'day trade' [que opera em compra e venda no mesmo dia] tenta se reposicionar para lucrar com a recuperação que já ficou sinalizada no fim do pregão de ontem", diz um operador.

A Petrobras PN teve mais um dia de giro forte, de R$ 1,9 bilhão, contra R$ 1,1 bilhão no pregão anterior. No começo do dia, a projeção de volume do papel chegou a bater os R$ 4 bilhões, mas o mercado, após uma euforia no começo do dia, acabou buscando uma acomodação. Mesmo assim, o Ibovespa permanece respeitando o suporte em 82.800 pontos e garante a manutenção da tendência de alta, segundo análise gráfica do Itaú BBA.

Entre as ações, outro destaque importante é o Bradesco ON, cujo movimento financeiro foi de R$ 1,6 bilhão, contra R$ 49,9 milhões do pregão passado. O papel caiu 1,87%, a R$ 34,05. O volume forte negociado pela ação contribuiu para o crescimento do giro do próprio Ibovespa e acontece depois de uma venda em bloco em bolsa. O banco MUFG, novo nome do Banco de Tokyo Mitsubishi UFJ, vendeu 1,24% das ONs do banco, segundo fontes, em operação que movimentou R$ 1,3 bilhão. O Mitsubishi tinha 2,5% das ONs do Bradesco.

Já a BRF ON liderou as perdas (-4,38%, a R$ 22,05), depois de informações sobre um impasse na reunião de conselho da companhia, elevando a expectativa de que o empresário Abilio Diniz desista de renunciar ao cargo no grupo.

No fim do pregão, as siderúrgicas ganharam força e passaram a liderar os ganhos, com destaque para Gerdau PN (+6,71%, a R$ 16,38) e Gerdau Metalúrgica (+6,52%, a R$ 7,51).

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