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A empresários baianos, Temer prega a volta da paz social no país

06/04/2018 22h52

Atualizada às 23h55 - O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira em Salvador que o Brasil precisa voltar a ter otimismo. "Precisamos ser otimistas. O Brasil vive ultimamente uma onda de pessimismo. Em tempos passados, o otimismo era bem maior. O Brasil precisa voltar ao tempo da paz social e buscar uma conjugação de esforços para isso." A declaração foi feita na noite desta sexta-feira (6), durante a cerimônia de posse das diretorias da Federação e Centro das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb e Cieb).

O evento - um jantar de gala para 1.400 convidados - foi cercado por um forte esquema de segurança.Não houve manifestações contra o presidente. Mas, a pouco mais de 15 quilômetros do local do evento, manifestantes contrários à prisão do ex-presidente Lula bloquearam a avenida Antônio Carlos Magalhães, gerando congestionamentos em boa parte da cidade.

Em um discurso de dez minutos, Temer não mencionou o pedido de prisão do ex-presidente Lula, as investigações sobre o decreto dos Portos - que já atingiram pessoas próximas a ele - ou a despedida do agora ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, também presente no evento.

Para uma plateia formada majoritariamente por empresários baianos, Temer disse que, nos seus quase dois anos de governo, tem feito questão de defender "o prestigiamento da iniciativa privada". "O poder público não pode fazer tudo. Tudo que fizemos em nosso governo foi na base do diálogo, com o Congresso e com a sociedade. A modernização da legislação trabalhista, por exemplo, foi feita assim, ouvindo empresários, Congresso e centrais sindicais", afirmou.

Em sua fala, Henrique Meirelles também não mencionou o anúncio feito durante a tarde, de deixar a Esplanada dos Ministérios para disputar as eleições de outubro. "Quando assumimos, o Brasil estava na maior recessão de sua história. Era uma crise de proporções devastadoras. Tomamos atitudes firmes para fazer o país voltar a andar", disse ele, apontando a expectativa de crescimento de 3% do PIB em 2018 e a criação de 2 milhões de empregos.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga Andrade, pediu o esforço do presidente Temer para o avanço de pautas da entidade junto ao Legislativo, citando as atualizações da Lei Geral de Licitações e da Lei Geral de Licenciamento Ambiental, além da Reforma da Previdência. "Essa semana lançamos o previdenciômetro, que calcula quanto o Brasil deixa de economizar sem a Reforma da Previdência. De julho do ano passado até agora, já teríamos economizado R$ 3,3 bilhões", disse Andrade. Ele garante que, se as demandas da CNI forem implementadas, o Brasil poderia passar rapidamente para um PIB com crescimento de 4% ao ano e um PIB per capita com crescimento de 3,5% em 2023.

No evento, o empresário baiano Ricardo Alban assumiu a presidência tanto da Fieb quanto da Cieb, para o período de 2018 a 2002.

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