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Indefinição política leva à alta dos juros futuros longos nesta sexta

06/04/2018 16h46

As taxas de DI de longo prazo voltaram a registrar, nesta sexta-feira, suas maiores altas em dois meses. Numa semana de intensa movimentação política, o mercado parece ter adotado uma postura mais defensiva mesmo com a perspectiva de que o ex-presidente Lula está cada vez mais distante da corrida presidencial.

A fragmentação do quadro eleitoral ainda pesa no cenário, enquanto os candidatos mais alinhados à agenda de reformas continuam patinando nas pesquisas. As incertezas ainda giram em torno dos possíveis herdeiros dos votos de Lula e a chegada de políticos não tradicionais à disputa.

"O cenário político continua caótico", na avaliação do Commerzbank. Com a saída de Lula, que liderava as pesquisas, as eleições estão mais abertas do que nunca. E o segundo colocado na intenção de votos, Jair Bolsonaro "não seria realmente uma alternativa do ponto de vista do mercado financeiro", acrescenta.

O mercado põe suas fichas na vitória de um candidato favorável a reformas na eleição presidencial deste ano. Na tarde desta sexta-feira, Henrique Meirelles deixou o cargo de ministro da Fazenda e, filiado ao MDB, teria condições de participar da disputa. No entanto, ele ainda vai decidir sobre sua candidatura. "Não pretendo ser candidato a vice-presidente e não há menor possibilidade de ser candidato a senador ou governador", disse.

Não se descarta, contudo, a chegada de um "quase reformista". Esses candidatos são aqueles que defendem as reformas, mas levantam dúvidas sobre seu comprometimento ou capacidade de tocar essas pautas no Congresso. Para a Eurasia, esse é o caso do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que já se filou ao PSB. Se confirmada a sua entrada na corrida eleitoral esta semana, cresce a chance de um candidato "quase reformista" ganhar. Atualmente, essa possibilidade é de 40%, pelos cálculos da consultoria.

O xadrez eleitoral ganha ainda mais importância porque os mercados já não contam com o suporte do ambiente internacional, cada vez mais adverso por causa dos riscos de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos.

No fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 marcava 6,260% (6,245% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 apontava 7,070% (7,040% no ajuste anterior), oDI janeiro/2021 tinha 8,090% (8,020% no ajuste anterior), oDI janeiro/2023 projetava 9,160% (9,05% no ajuste anterior), eo DI janeiro/2025 tinha 9,680% (9,560% no ajuste anterior).

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