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Sem citar Lula, Marina Silva vê 'momento difícil' para a política

06/04/2018 23h20

Em sua primeira fala durante o Congresso Nacional do Rede, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva não citou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve sua prisão decretada ontem pelo juiz Sergio Moro, mas comentou a coincidência de o congresso estar acontecendo no que classificou como um "momento difícil" da política brasileira. Ela será lançada oficialmente pré-candidata à Presidência da República do Rede neste sábado, às 11h30.

"É um momento difícil. Nós não temos como negar o que está acontecendo. Este congresso já estava com data marcada havia muito tempo. Quis Deus e a circunstância que o congresso acontecesse num dia difícil para o povo brasileiro. No dia em que pessoas que já deram contribuições para o nosso país, em função de erros cometidos, agora estão, de acordo com o principio de que a lei é para todos, respondendo por seus atos. Isso não é motivo para regozijo. É motivo para tristeza", disse Marina, sem mencionar o petista nominalmente.

Durante sua fala, a ex-ministra disse que não queria ver ninguém impedido de disputar a eleição, mas ponderou que a "lei precisa ser aplicada para todos igualmente e, se não for assim, algo está errado".

Marina fez críticas ao presidente Michel Temer, a ministros e ao foro privilegiado. "É preciso acabar com as mazelas do Palácio do Planalto, que esconde pelo menos sete ministros e o próprio Temer, que deveriam ser punidos e investigados. Dentro do Congresso dizem que tem mais de 200 parlamentares que também deveriam ser punidos e investigados. É preciso acabar com o foro privilegiado, que é uma mazela e um manto da impunidade, que tem que acabar no país. Tem muita gente que está deixando de sair como senador para sair como deputado para não perder o foro privilegiado."

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