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Dólar opera no nível de R$ 3,41; exterior e IPCA dividem atenções

10/04/2018 09h56

O dólar e os juros futuros oscilam entre a estabilidade e leve queda na manhã desta terça-feira. O comportamento dos ativos se mostra até mais positivo que dos últimos dias, mas os mercados ainda enfrentam dificuldades para engatar uma melhora mais clara.

Os ajustes mais positivos são amparados, em parte, pelo exterior após o presidente da China, Xi Jinping, adotar um tom mais conciliador sobre as relações com os demais países. As falas trazem algum alívio para o nervosismo em relação à disputa comercial com os Estados Unidos, abrindo caminho para valorização de moedas emergentes e bolsas globais.

Numa lista de 33 divisas globais, apenas três perdem terreno contra o dólar. As moedas commodities e parte das emergentes encontram-se na ponta contrária, indicando o ambiente mais favorável no exterior. O real, por sua vez, tem um desempenho mais frágil, já que moeda ensaia ganhos, mas logo volta para estabilidade.

A conjuntura econômica do Brasil também contribui para os juros futuros de curto prazo. A inflação de março, medida pelo IPCA, desacelerou a 0,09%, no piso das expectativas de especialistas consultados pelo Valor Data. Com o resultado, é reforçada a expectativa de corte da Selic em maio, do nível atual de 6,50% para 6,25%.

O que parece pesar nos ativos locais, entretanto, é a cena política. As preocupações no cenário levam em conta o futuro da agenda de reformas. Os candidatos reformistas ainda patinam nas pesquisas e o discurso em torno do ajuste fiscal parece ter perdido força, de acordo com profissionais de mercado.

Ao mesmo tempo, ainda há incertezas sobre o caminho das decisões na justiça do Brasil. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse que levará o pedido de liminar sobre prisão em segunda instância "em mesa" amanhã - sem necessidade de pauta prévia. Por outro lado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou ontem pela rejeição.

Às 9h52, o dólar comercial estava a R$ 3,4154, queda de 0,10%, tendo marcado R$ 3,4019 na mínima por ora.Já o contrato futuro para maio recuava 0,20%, a R$ 3,4215.

Nos juros futuros, o DI janeiro/2019 era negociado a 6,275% (6,275% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 apontava 7,100% (7,100% no ajuste anterior). Os juros mais curtos tendem a operar de olho nos dados de inflação e perspectiva para política monetária.

Os mais longos, por outro lado, voltam a registrar ligeiras altas. DI janeiro/2021 aponta 8,140% (8,130% no ajuste anterior); oDI janeiro/2023 marcava 9,210% (9,190% no ajuste anterior); eo DI janeiro/2025 apontava 9,730% (9,700% no ajuste anterior).

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