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IPCA suaviza alta para 0,09% e tem menor taxa para março em 24 anos

10/04/2018 09h21

(Atualizada às 9h40) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a surpreender em março, ao desacelerar para 0,09%, piso das projeções dos analistas.Trata-se do menor resultado para o mês desde a criação do Plano Real, em 1994, conforme levantamento doInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em fevereiro, o indicador subiu 0,32%.

Em 12 meses, o IPCA manteve sua trajetória de desaceleração, indo de 2,84% de aumento no acumulado em fevereiro para 2,68% de alta no acumulado em março.Dessa forma, o índice completa nove meses abaixo do piso da meta de inflação do governo. O piso da inflação é de 3% neste ano ? o centro da meta é de 4,5%, com margem de flutuação de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

Nos três primeiros meses de 2018, a inflação oficial ficou em 0,70%, abaixo da taxa apurada um ano antes, de 0,96%. É menor índice acumulado no primeiro trimestre desde 1994.

Na média, 28 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data previam desaceleração do IPCA de março para 0,12%. O intervalo ia de alta de 0,09% a avanço de 0,16%. Também na média, as estimativas apontavam inflação de 2,71% em 12 meses.

Cinco dos nove grupos que integram o IPCA apresentaram variações mais benignas de preços na passagem de fevereiro para março, com destaque para Educação (3,89% para 0,28%) e Transportes (0,74% para 0,25%).

No caso do primeiro grupo, a desaceleração se deu pela passagem do período agudo de reajustes de cursos e escolas, típico do mês de fevereiro.Dessa forma, a contribuição de Educação para o IPCA de março foi de apenas 0,01 ponto percentual, após uma contribuição de 0,19 ponto no mês anterior.

Quanto a Transportes, o abrandamento no ritmo de alta refletiuo item passagens aéreas, com queda de 15,42% em março. Também teve impacto o recuo de 0,04% dos preços dos combustíveis.

O IBGE apontou ainda a mudança de rumo emComunicação (de +0,05% para -0,33%),motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro. Além disso, houve aumento menos marcado emDespesas de cuidados pessoais (de +0,17% para +0,05%) e Habitação (de +0,22% para +0,19%).

Saúde e cuidados pessoais, contudo, apresentaram a maior variação no mês (0,48%), além da maior contribuição (0,06 ponto percentual). Nesse grupo, o destaque foi o item plano de saúde (1,06%), responsável por um impacto de 0,04 ponto na inflação de março.

Já o grupo Alimentação e Bebidas, que representa um quarto dos gastos das famílias brasileiras, saiu de deflação de 0,33% em fevereiro para elevação de 0,07% um mês depois. O grupo contribuiu com 0,02 ponto percentual para o índice de março.

O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram coletados preços no período de 2 a 29 de março.

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