ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Dólar registra 2º dia de queda e opera abaixo de R$ 3,40 com exterior

11/04/2018 12h25

O dólar volta a operar abaixo de R$ 3,40 nesta quarta-feira, chegando a ameaçar a linha de R$ 3,39 depois de mais cedo superar a marca de R$ 3,42. O mercado tem um dia de trégua após a instabilidade das últimas sessões, que levou a moeda americana à máxima em quase um ano e meio e colocou o real entre as divisas de pior desempenho no mundo.

Às 12h21, o dólar comercial caía 0,41%, a R$ 3,3962. Na mínima, foi a R$ 3,3902.O dólar para maio recuava 0,45%, a R$ 3,3990.

A melhora do sentimento de risco no exterior tem peso importante no alívio de hoje. O dia começou com receios de nova onda de vendas nas bolsas de valores de Nova York diante da escalada de tensões geopolíticas. Aos poucos, porém, os investidores amenizaram as preocupações e chegaram a colocar as ações em Wall Street em leve alta.

O menor temor de um Federal Reserve (Fed, banco central americano) agressivo na política monetária também ajuda. O dólar cai ante uma cesta de moedas, enquanto os juros dos títulos do Tesouro americano recuam, com dados mais fracos de inflação nos EUA amparando expectativa de um processo gradual de alta de juros ao longo deste ano.

A valorização das commodities a máximas em mais de dois meses, conforme o índice CRB, completa o quadro melhor para ativos como o real.

Do lado político, as atenções seguem voltadas para o desenho que a campanha eleitoral terá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente fora da corrida para a Presidência da República.

Hoje, o novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, tome posse no lugar do presidenciável Henrique Meirelles. Em seu discurso, Guardia reforçou o compromisso "absoluto" com responsabilidade fiscal e afirmou que a tramitação da Previdência consolidou percepção de que o tema não poderá ser evitado.

Nos últimos dias, cresceram no mercado dúvidas sobre o futuro das reformas econômicas, diante da visão de que os candidatos mais competitivos não têm se mostrado incisivos nesse tema em discursos mais recentes.

Mais Economia