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Em dia de respiro, bolsa tem leve alta e dólar sai abaixo de R$ 3,40

11/04/2018 14h27

Os mercados financeiros nacionais vivem hoje um dia de respiro, tendo como pano de fundo a sinalização de que a política econômica terá continuidade mesmo com a troca de ministro na Fazenda. O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, tomou posse no lugar do presidenciável Henrique Meirelles. Em seu discurso, Guardia reforçou o compromisso "absoluto" com responsabilidade fiscal e afirmou que a tramitação da Previdência consolidou percepção de que o tema não poderá ser evitado.

A continuidade da política fiscal é um dos pontos de atenção do mercado enquanto o quadro eleitoral vai se formando. Há uma série de incertezas no radar, que vão desde uma polarização para os extremos na disputa presidencial até a falta de apoio parlamentar num próximo governo.

Bolsa

Num dia negativo em Nova York, o Ibovespa arrisca um movimento de alta moderada, que levou o índice de volta ao patamar dos 85 mil pontos. Os ganhos do petróleo, que dão força à Petrobras, contribuem em grande medida para essa reação. Mas há um certo ajuste em outros papéis, seja por razões mais específicas das empresas, seja pelo fato de os preços já terem alcançado níveis que recomendam compra.

Às 14h15, o Ibovespa subia 0,88%, aos 85.250 pontos. Petrobras PN, o papel mais negociado, subia 1,87%. Petrobras ON avançava 2,48%. O barril do Brent subia 2% para US$ 72,46, refletindo as preocupações com um possível ataque militar americano contra a Síria.

Outra ação que se destaca no terreno positivo hoje é Embraer ON, que sobe 3,97%, sob efeito da expectativa de que o acordo da empresa com a Boeing seja concluído em breve.

Também Kroton ON é um destaque positivo, com ganho de 3,34%. A reação vem um dia depois da empresa ter anunciado a aquisição do colégio Leonardo da Vinci, em Vitória.

Câmbio

Dois dias após superar a barreira psicológica de R$ 3,40, o dólar volta a operar abaixo desse patamar. Às 14h15, cedia 0,67%, a R$ 3,3878, longe da máxima de R$ 3,4233 alcançada mais cedo.

Operadores comentam que a baixa do dólar no mercado internacional - que beneficia algumas divisas emergentes - associada à valorização das commodities abre espaço para um alívio nas operações locais.

As vendas são amparadas ainda pelo fato de que houve seis altas consecutivas desde a semana passada.

Juros

As taxas dos contratos de DI intensificam a queda na sessão desta quarta-feira. De acordo com profissionais de mercado, a queda do dólar depois de dias sob pressão abre espaço para o alívio nos juros futuros, ao mesmo tempo em que as preocupações com tensões geopolíticas perdem força.

Avanços mais consistentes do dólar podem ter impactos nas expectativas de inflação, o que acaba gerando uma relação quase direta do câmbio com os juros. Como a moeda americana subiu rapidamente para R$ 3,40, alguns especialistas vinham adotando uma postura mais cautelosa e até questionando a trajetória de baixa da Selic no curto prazo.

Hoje, em dia de movimento inverso, a trégua no mercado de moedas conduz a redução do prêmio de risco nos DIs. "Só o fato de o dólar não pressionar tanto já é algo positivo para os DIs", diz o sócio e gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

O DI janeiro/2019 era negociado a 6,260% (6,275% no ajuste anterior); o DI janeiro/2020 caía a 7,050% (7,090% no ajuste anterior); e o DI janeiro/2025 cedia a 9,660% (9,730% no ajuste anterior).

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