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FecomercioSP: Inadimplência de paulistanos sobe para 19,3% em março

11/04/2018 11h46

A parcela das famílias paulistanas que possuía algum tipo de dívida chegou a 54,6% em março, numa alta de alta de 1 ponto percentual (p.p.) em relação a fevereiro (53,6%) e de 4,4 p.p. na comparação com o mesmo mês do ano passado (50,2%).

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), existem 2,13 milhões de famílias endividadas na capital, 185 mil a mais do que há um ano.

A taxa de inadimplentes ? famílias que não conseguiram quitar a dívida na data do vencimento ? também cresceu na passagem de fevereiro para março, de 18,3% para 19,3%. Há um ano, o percentual era de 17,5%. O número de famílias inadimplentes somava 751 mil em março, 74,3 mil a mais do que em igual mês do ano passado.

Das famílias inadimplentes, 52,2% têm dívidas com atraso superior a 90 dias e 45,2%, de até três meses. A proporção de famílias que admitem que não terão condições de pagar o seu compromisso em atraso também registrou alta, de 7,7% em fevereiro para 8,4% em março. Há um ano, porém, a taxa era de 8,7%.

Faixa de renda

O grupo de famílias que ganham menos de dez salários mínimos tem maiores taxas de endividamento e inadimplência. O índice de endividamento dessa parcela da população era de 59,3% em março, 4,7 p.p. acima do registrado em igual mês do ano passado. A taxa é 18,2 p.p. superior ao endividamento das famílias com renda maior que dez salários mínimos (41,1%).

O índice de inadimplência para as famílias com menor renda atingiu 24,5% em março, contra 23,3% há um ano. Entre o grupo com renda superior a dez salários mínimos, 7,4% não conseguiram quitar dívidas até a data de vencimento.

Tipo de dívida

O cartão de crédito continua sendo a dívida mais frequente, atingindo 73,7% em março. Apesar do leve recuo (-0,7 p.p.) em relação a fevereiro, está acima do porcentual registrado no mesmo mês do ano passado, de 70,5%.

A segunda modalidade mais utilizada pelos consumidores foi o carnê, com 14,3%, estável na comparação mensal e muito próximo do valor de março de 2017 (13,9%). Na sequência, vêm o financiamento de carro, com 10,9%; financiamento de casa, com 9,8%; e crédito pessoal, com 8,9%.

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