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Vendas no varejo mudam de rumo e caem 0,2% em fevereiro, mostra IBGE

(Atualizada às 11h36) As vendas no varejo brasileiro mudaram de rumo em fevereiro, registrando queda de 0,2% no período, após aumento de 0,8% no primeiro mês de 2018 (dado revisado). As informações constamda Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Expectativa de 25 consultorias e instituições financeirasconsultadas peloValor Dataera dealta de 0,6%. O intervalo das projeções ia de queda de 1% a expansão de 1,1%.

Perante fevereiro de 2017,o volume de vendas do varejo apresentou alta, de 1,3%. No primeiro bimestre de 2018, houve avanço de 2,3%. Nos 12 meses até fevereiro, o varejo teve expansão de 2,8%.

O IBGE também mostrou que a receita nominal do varejo recuou 0,5% de janeiro para fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2017, a receita nominal teve crescimento, de 1,6%. Houve avanço ainda no acumulado no ano e em 12 meses, de 2,4% em ambos casos.

Quantoao varejo ampliado ? que inclui veículos e material de construção, além de outros oito segmentos ?, as vendas cederam 0,1% em fevereiro, ante um mês antes, já descontados os efeitos sazonais, mas subiram 5,2% perante um ano antes.O setor acumula agora alta de 5,9% no ano e de 5,4% nos últimos 12 meses.

O resultado veio nosentido oposto da estimativamédia de 20 analistas de consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que previam avanço de 0,4%.A receita nominal do setor ficou estável no mês de fevereiro.

"Fevereiro não é um mês expressivo. Vem de dois meses de crescimento. Fevereiro é um mês que tem pagamentos de impostos, férias, gastos mais em serviços do que de bens. É uma característica de pico no fim do ano e compensação no início", disse a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

O segmento com maior peso no varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram baixa de 0,6% perante janeiro.Também influenciaram negativamente as atividades de tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e "outros artigos de uso pessoal e doméstico" (-0,8%). Essas duas atividades tinham crescido 0,8% e 7,3%, respectivamente, na abertura de 2018.

A quarta atividade em queda foi a de combustíveis e lubrificantes, com baixa de 1,4% e o quarto resultado negativo seguido. Nesse caso, o desempenho tem sido influenciado nos últimos meses pelo fator preço, reflexo do reajuste da gasolina.

Com resultado positivo frente a janeiro, estão Móveis e eletrodomésticos (1,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,8%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (2,7%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (1,6%). As vendas de veículos cresceram 2,5% e as de materiais de construção tiveram alta de 0,3%.

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